Gustavo Conti revela expectativa por jogos do Flamengo na NBA

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Enéas Lima

Um novo passo na carreira e a promessa de dedicação ao basquete rubro-negro. Gustavo de Conti atendeu a reportagem do blog Garrafão Rubro-Negro e concedeu uma entrevista exclusiva abordando seus primeiros dias no Flamengo e a expectativa para a próxima temporada que terá como desafio recolocar o time no topo das principais competições que irá disputar.

Confira na integra a entrevista com o treinador Gustavo de Conti.

Garrafão Rubro-Negro: Primeiramente, Gustavo de Conti, gostaríamos de saber como foi seu primeiro contato com os torcedores do Flamengo seja através das suas redes sociais e até pessoalmente desde que você foi anunciado pelo clube? E existe uma expectativa e ansiedade da sua parte do primeiro jogo contando com o apoio da torcida no ginásio?

Gustavo Conti, técnico de Basquete do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Gustavo de Conti : O contato com os torcedores foi excelente desde o início. Nas redes sociais muita gente mandou boas vibrações e recebeu com bons olhos a minha ida ao clube (na última quarta-feira). Fiquei muito feliz com isso, pois a torcida é tudo em um time, tudo é feito para a torcida. Na Gávea também foi muito legal, fui recebido por alguns Sócios-Torcedores que me acompanharam na apresentação e durante a visita ao FlaMemória. Foi muito bacana vê-los otimistas, assim como eu estou. Estou ansioso para estar no ginásio nos primeiros jogos, ver a torcida a favor, pois era muito difícil jogar contra. Sou um entusiasta de torcidas, assisto muitos vídeos antes dos jogos e me motivo sempre. Adoro as torcidas turcas e as festas que fazem nos ginásios, assim como a Nação Rubro-Negra fará sempre. Tenho certeza que esse apoio nos fará sair na frente em todas as competições.

Garrafão Rubro-Negro: Você vem de São Paulo aonde a pré-temporada dos clubes visando a disputa dos principais torneios, como o NBB e as competições organizadas pela FIBA, é bem forte. A falta de um campeonato Estadual competitivo no Rio de Janeiro comparado a São Paulo é um dos fatores que te preocupam num primeiro momento em relação a pré-temporada do Flamengo?

Gustavo de Conti: Com relação a pré-temporada, será uma experiência diferente de tudo que já tive até hoje. Teremos uma reunião no início da próxima semana na FBERJ para ver como será o Campeonato Carioca. Tudo está se encaminhando para a presença de pelo menos Botafogo, Vasco e Macaé com times competitivos, então faremos um número de jogos razoável para a pré-temporada. Além disso temos o amistoso contra o Orlando Magic, nos Estados Unidos, e logo após já inicia a Liga Sul-Americana. Com toda certeza faremos uma boa preparação e caso esses jogos não sejam suficientes, buscaremos outras alternativas para chegar em um nível muito bom para a disputa da Liga Sul-Americana.

Garrafão Rubro-Negro: O Flamengo participará da pré-temporada da NBA em outubro, em Orlando. A possibilidade de enfrentar uma franquia da NBA acaba sendo a realização de um sonho para você como treinador? E dos técnicos que atuam na NBA quem é a sua principal referência?

Gustavo de Conti: É um sonho realmente para mim, uma coisa inédita na minha carreira. Vai ser muito especial poder jogar em um ginásio da NBA, contra uma equipe da NBA, e com muita torcida do Flamengo também, porque eu sei que nessa época vai ter muito rubro-negro por lá em Orlando, assim como foi da outra vez que o Flamengo participou da pré-temporada. Eu acho que vai ser muito especial para minha carreira, apesar de já ter jogado em ginásios de NBA, contra o Dream Team com a Seleção Brasileira, mas sem dúvida jogar contra uma equipe da NBA vai ser inédito e eu estou muito feliz com mais essa realização da minha carreira junto com o Flamengo. Eu gosto muito do Brad Stevens, pela história que ele construiu desde lá de baixo, passando pelo Universitário como assistente e depois como treinador principal, e agora na NBA. Gosto muito do estilo de jogo dele, apesar da NBA ser muito individualista, com muito jogo de um contra um, as equipes dele costumam ser bem coletivas e, mesmo quando ele perde uma peça, eles conseguem continuar tendo resultados, então é um cara que eu admiro muito a postura como treinador, um cara muito novo também, e a postura dele dentro da quadra.

Garrafão Rubro-Negro: Na história do NBB você foi o técnico que mais trouxe jogadores estrangeiros com ótima qualidade técnica e física. Na última temporada podemos destacar os nomes do Kyle Fuller e Nesbitt. Em um mercado de jogadores estrangeiros tão diversificado como funciona esse mapeamento, ou seja, essa observação sobre esses jogadores estrangeiros? É uma observação diária ou apenas no final de cada temporada?

Gustavo de Conti: Cada jogador estrangeiro tem a sua história. Eu assisto muito a Liga Argentina, é um campeonato muito difícil. Jogadores que possuem um bom desempenho lá, podem exercer um grande papel jogando no Brasil. Avaliamos quem vai se adaptar ao meu estilo de jogo, a forma que estou propondo o time em determinada temporada. Até então, no Paulistano, não possuíamos um forte poder econômico, então buscávamos jogador para compor elenco e eles se destacavam no decorrer da temporada, como o Nesbitt e o Fuller. Exemplificando melhor a última temporada, o Nesbitt jogou pelo Olímpico de La Banda, e eu já acompanhava o desempenho dele. Foi uma indicação do auxiliar de preparação física, que era argentino e trabalhou com ele em La Banda. Prezo muito pela pessoa que o jogador é, não só pelo que ele apresenta dentro da quadra. Procuro sempre saber como é do lado de fora, nos treinos, como se ambienta no grupo de trabalho, pois acho que isso também é fundamental. Tenho muitos amigos em outros países por conta dos anos de Seleção e o Fuller eu já estava monitorando há três anos, desde quando ele saiu da universidade. Acabei vendo ele jogar com a Seleção Peruana em um Sul-Americano em que estive com a Seleção Brasileira e esperei ele jogar um ano no basquetebol FIBA, em clubes, onde ele acabou indo muito bem, na Venezuela. Vimos um custo-benefício bom para o clube na época, pois era um jogador da característica que eu queria: veloz, com bom arremesso e boa defesa. Acho que cada um tem a sua história, mas realmente garimpamos muito bem, pois a margem erro tem que ser reduzida.

Garrafão Rubro-Negro: Tanto na seleção brasileira e no Paulistano foi possível observar um trabalho interdisciplinar muito forte e integrado entre técnico, fisioterapeuta, médico, nutricionista e preparador físico. Como você avalia a importância desse trabalho interdisciplinar no basquete atual? E como você avalia a estrutura que o Flamengo oferece ao basquete nesse sentido?

Gustavo de Conti: O trabalho interdisciplinar é fundamental, e não é clichê não, nas últimas temporadas no Paulistano quase não tivemos jogadores lesionados, os que se ausentaram foram por trauma, como o Du Sommer que foi em uma disputa. Isso é muito importante, pois mantém o grupo disponível durante toda a temporada, mesmo com a alta intensidade de treinos. As cargas de treinamentos têm que ser bem estudadas por todos e ter uma boa integração com a fisioterapia, preparação física e todos da comissão técnica. Vejo esse trabalho muito bem feito aqui no Flamengo pela comissão anterior, consigo observar essa integração e isso não será problema pela permanência de boa parte da equipe técnica, que é muito competente. Iremos aprender uns com os outros agora no início e tornar o trabalho muito forte e os jogadores bem preparados para a temporada.

Ele falou sobre seus primeiros dias no Flamengo e a expectativa para a próxima temporada.

Postar um comentário

[facebook]

FlamengoResenha

{facebook#https://www.facebook.com/FlamengoSouRubroNegro} {twitter#https://twitter.com/FlamengoResenha} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/107993712547525207446} {youtube#https://www.youtube.com/channel/UCiHkjDj2ljgIbiv_zUvdG6g/videos}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget