Não dá pra poupar ninguém

JORNAL DO BRASIL: Por Renato Maurício Prado

O sorteio das oitavas de final da Libertadores foi cruel com o Flamengo. De cara, enfrentará o Cruzeiro, seu algoz na final da Copa do Brasil, no ano passado. Se passar, pode encarar o Boca Juniors, nas quartas, e evoluindo para a semifinal, o Palmeiras. Para finalizar, é possível ter como adversário, na grande decisão, o Grêmio. É mole ou quer mais? Um caminho só com campeões da principal competição do continente pela frente...

Pior que essa possível rota dificílima que o Flamengo pode enfrentar até o sonhado título da Libertadores é o calendário que o aguarda em agosto, encavalando datas da Copa do Brasil, do Campeonato Brasileiro e da própria Libertadores. Senão vejamos:

01/08: Grêmio x Fla (Copa do Brasil)
05/08: Grêmio x Fla (Brasileiro)
08/08: Fla x Cruzeiro (Libertadores)
12/08: Fla x Cruzeiro (Brasileiro)
15/08: Fla x Grêmio (Copa do Brasil)
19/08: Atlético-PR x Fla (Brasileiro)
22/08: Fla x Vitória (Brasileiro)
26/08: América MG x Fla (Brasileiro)
29/08: Cruzeiro x Fla (Libertadores)

Jogadores do Flamengo comemorando vitória - Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
Nove jogos em menos de um mês, nenhum com mais de quatro dias sequer de descanso entre eles. E não vai dar pra poupar ninguém, pois o Flamengo tem chances reais em todas as competições.

Urge usar a parada da Copa para fazer uma preparação física toda especial e, também, importantíssimo, para contratar alguns reforços que permitam suprir os possíveis (e prováveis) desfalques por contusões ou cartões amarelos. Caso contrário, quando setembro vier, o Mais Querido corre sério risco de estar fora da briga pelo título nos três campeonatos.

No lugar de Vinícius Jr.

Corre nos bastidores da Gávea que um dos reforços que podem ser contratados na janela do meio do ano é Vitinho, ex-Botafogo e Internacional. Ele viria para o lugar de Vinícius Jr., que os próprios dirigentes já consideram praticamente impossível continuar no clube depois da parada para a Copa.

Papelão no Paraná

O Fluminense não somente desperdiçou a grande chance de se tornar vice-líder isolado do Brasileiro (a apenas três pontos do líder Flamengo) como acabou protagonizando um papelão, no Paraná, ao ser derrotado pelo lanterna do torneio, que até então não ganhara de ninguém. Mais grave, perdeu Marcos Júnior, com mais uma contusão muscular e ficou sem o ataque titular para o Fla-Flu de quinta-feira, em Brasília. E o pior de tudo: a derrota foi merecida, pois o tricolor carioca não jogou bulhufas. Abel terá que queimar as pestanas para rearmar sua equipe que, com os 11 titulares, até vinha dando para o gasto, mas ao perder três de seus melhores jogadores (Ayrton Lucas, Pedro e agora Marcos Júnior) expôs todas as fragilidades do elenco.


Pior que essa possível rota dificílima que o Flamengo pode enfrentar até o sonhado título da Libertadores é o calendário que o aguarda em agosto.



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