O Flamengo é uma festa que melhora quando Dourado vai pra casa

ESPN FC: Por João Luis Jr

Não é que Henrique Dourado seja o pior atacante do mundo. Artilheiro da edição passada do Brasileirão, exímio cobrador de pênaltis, atleta de boa condição física, o “Ceifador” é daqueles jogadores de área que brigam durante os 90 minutos da partida, ainda que em dados momentos seja complicado afirmar se ele briga com os zagueiros, com a bola ou com as próprias premissas básicas do futebol como um todo.

Da mesma maneira não é como se Vizeu fosse o maior centroavante que já existiu. Cria da base rubro-negra, o jovem atacante já alternou bons e maus momentos no clube, seja por falta de confiança dos treinadores, seja pela competição acirrada pela vaga, seja por problemas físicos e pessoais que fizeram com que ele acabasse nunca tendo uma sequência na equipe titular, por mais que sempre tenha demonstrado faro de gol.

Henrique Dourado - Foto: Gilvan de Souza
Mas quando chegamos à terceira partida seguida em que Dourado gasta mais de uma hora nos provando que fazer gol é algo mais complicado do que realizar a fusão à frio usando uma tesoura sem ponta e uma banana apenas para Vizeu, poucos minutos depois, colocar a bola para dentro com a mesma facilidade com que você abre uma latinha de cerveja, temos aí algo em que pensar.

Em uma equipe como Flamengo, que joga através de muita movimentação e tabelas em velocidade, existe mesmo espaço para um atacante de pouca movimentação, pouca habilidade, que só sabe jogar enfiado dentro da área? Estará Vizeu fazendo gols com tanta facilidade porque é um predestinado ou apenas porque é um atacante que tem as características certas para o estilo de jogo do time? Existe ainda tempo hábil para convencer a Udinese de que houve um grande mal entendido e Vizeu na verdade é o grandalhão que comemora gols fazendo aquele gesto de cortar o pescoço? Todas essas são questões que ainda precisam ser respondidas na Gávea.

Mas acima de tudo o que vale é o resultado. Com a confortável vitória por 2x0 sobre o Paraná, o Flamengo manteve a vantagem de seis pontos na liderança do Brasileirão, garantindo que quando a Copa do Mundo começar o topo da tabela com certeza ainda será rubro-negro e que seguimos capazes de fazer nosso dever de casa. Além disso, tivemos mais uma ótima atuação da dupla de zaga formada por Léo Duarte e Thuler, que parecem dispostos a permitir que finalmente Juan se aposente em paz, assim como participação segura dos laterais, outro jogo espetacular de Cuellar, o único ruivo a realizar magias sem possuir nenhuma conexão com a saga Harry Potter e até mesmo William Arão dando um passe para gol, o que nos faz acreditar que, talvez, Maurício Barbieri possa sim abrir uma clínica de reabilitação quando se aposentar do futebol.

Como nota negativa da noite fica apenas a grande possibilidade de que essa tenha sido mesmo a última partida de Vinícius Jr. no Maracanã em sua atual passagem pelo Flamengo, já que o Real Madrid teria exigido que o garoto se apresentasse na Espanha após a Copa. Ficamos felizes pelo sucesso de mais essa cria da base rubro-negra? Claro. Mas mais ainda ficamos tristes por estar numa situação em que não apenas talvez precisemos depender do futebol de Marlos Moreno como também torcer pela recuperação mais rápida possível para Orlando Berrío. Sim, eu sei, você tinha esquecido dele. Eu tinha tentado esquecer também.

Da mesma maneira não é como se Vizeu fosse o maior centroavante que já existiu.

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