Petkovic diz porque nunca jogou pela Seleção Brasileira

DIÁRIO CATARINENSE: Clássico e com visão de jogo como poucos. Habilidoso e com um jeito particular de bater na bola. Camisa 10, um dos últimos dignos de usá-la no futebol brasileiro: Dejan Petkovic, mas pode chamar apenas de Pet. Natural da Sérvia, próxima seleção no caminho do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, ele é ídolo do time de maior torcida do país, o Flamengo.

No Brasil desde 1997, Petkovic também defendeu os rivais Vasco da Gama e Fluminense. Mas foi pelo Rubro-negro carioca que as conquistas importantes ocorreram e os principais gols da carreira ficarão marcados eternamente. Como esquecer da falta perfeita aos 43 minutos do segundo tempo, na final do Carioca 2001, no Maracanã? Impossível.

Petkovic no Flamengo - Foto: Celso Pupo / Fim de Jogo
A chegada de Pet ao Brasil foi pelo Vitória. O camisa 10 deslanchou e passou também por Santos e Atlético-MG até o fim da carreira profissional em 2011, dois anos depois do título brasileiro pelo Fla. Petkovic se tornou treinador e iniciou a trajetória no time sub-23 do Atlético-PR, depois no Criciúma e ainda esteve à frente de Sampaio Corrêa e Vitória.

Na próxima quarta-feira, às 15h (de Brasília), Petkovic, que está na Rússia comentando a Copa pelo SporTV, estará com o coração dividido. Brasil e Sérvia duelam no Estádio Spartak, em Moscou, pela última rodada do Grupo E no Mundial.  

Como você analisa os jogos da Copa do Mundo até o momento?
Os jogos da primeira fase estão com algumas surpresas. A Rússia goleou, algo que era inesperado, Alemanha, Argentina e Brasil não encantaram. Mas ainda acredito que essas seleções, ao lado da Espanha, permanecem como favoritas à conquista do Mundial. Ainda tem outras equipes que podem surpreender. Uma discussão boa de se ter é se os “pequenos” foram bem ou se os “grandes” deixaram a desejar. Eu penso que foi um pouco das duas coisas.

O que ainda esperar da seleção da Sérvia no Mundial?
A Sérvia tem uma consistência defensiva muito boa e talento no ataque. Venceu a Costa Rica com autoridade, mas fez algo que não se deve fazer em uma Copa do Mundo: desperdiçou muitas oportunidades de gol. Espero ainda mais crescimento no decorrer do Mundial. Entendo que falte uma compactação maior da defesa, o preenchimento do espaço. A equipe está sob um novo comando e que tem feito um trabalho bom, de qualidade. Os jogadores sentem um pouco também a falta de entrosamento, mas vejo potencial para ser uma das seleções de destaque.

Há 21 anos no país, você pode ser considerado um “brasileiro”?
Eu sempre falei para todo mundo que o Brasil é minha segunda casa. Estou no país há 21 anos. Até mesmo nos meus comentários sou emotivo. Muitas vezes me pego falando “a nossa seleção” ao falar do time do Tite. É algo normal, natural. Estou na torcida pela Seleção.

Pela sua história no Flamengo, você pensou alguma vez em defender a Seleção Brasileira?
Se tivesse algum “louco” que me chamasse, certamente eu aceitaria defender a Seleção Brasileira. Mas não teve. A concorrência na minha época de jogador era enorme. O Brasil sempre teve bons jogadores em todos os setores, na minha posição principalmente. Apesar de não ter jogado como profissional pelo Brasil, pude defender a camisa amarela no Mundial de Masters e até fiz gol contra a Argentina (risos).

Qual o motivo do Brasil ter tido dificuldade na estreia?
O primeiro jogo da Seleção Brasileira teve o amplo domínio até o gol do Coutinho. Eu até cheguei a pensar que acertaria o palpite de 3 a 0 que tinha falado que seria, mas depois o ritmo foi outro. Os jogadores prenderam muito a bola. Faltou a troca de passes, que é uma das características do Brasil. Também penso que tenha faltado mudar o estilo em campo. Era o momento de rodar, virar e encontrar os espaços na defesa da Suíça, que já tem uma maneira de atuar bastante conhecida.

O estilo da Seleção Brasileira se tornou algo previsível?
O Brasil tem mostrado evolução com o Tite. Não penso que o time se tornou previsível com o esquema definido de jogo e estilo. Às vezes precisa mudar, mas não sempre. A Seleção chegou até aqui como favorita justamente pelo que apresentou nos últimos anos. E sigo acreditando que vai mostrar isso ainda no decorrer da Copa na Rússia. 

Natural da Sérvia, próxima seleção no caminho do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, ele é ídolo do time de maior torcida do país, o Flamengo.

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