Psicólogo do Flamengo revela trabalho de olho em maratona

LANCE: O primeiro semestre do Flamengo em 2018 acabou saindo dentro do esperado. Tirando o tropeço no Campeonato Carioca, quando não ficou com a taça, o Rubro-Negro cumpriu suas metas e volta para o segundo semestre com as metas traçadas e com desafios complicadíssimos. Por isso, o clube trabalha em parceira com o seu Centro de Excelência de Performance (CEP FLA), para não utilizar apenas a parte física. A parte mental também é bem observada. E o responsável por esse trabalho é o psicólogo do clube, Alberto Filgueiras.

O trabalho é feito passo a passo. Por isso não estranhem ou achem que é discurso ensaiado quando dizem que tem que pensar jogo a jogo. Pois é assim, todo dia que a parte psicológica do Flamengo trabalha.

- Nosso trabalho começa sempre com uma avaliação. Temos avaliações após cada jogo, de stress, fadiga mental menta e capacidade de avaliação - comentou Alberto, exclusivo ao Lance!

Márcio Tannure, Daniel Gonçalves e Diogo Linhares no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Alberto explicou como funciona o trabalho feito com cada atleta. Independente da idade, cada jogador possui uma forma de trabalhar, já que cada ser-humano, segundo ele, possui características próprias, trazendo a necessidade dessa avaliação pessoal.

- Traçamos um plano de atuação. Uns demandam um pouco mais de relaxamento e conversa. Eles são de alto rendimento e possuem família, isso é um caso extra-campo que pode atrapalhar dentro. Sempre vamos dialogando e dado esse cenário a gente faz uma avaliação de cada jogo - revelou, contando em seguida como é trabalhada a parte física ao mesmo tempo:

- Paralelo a isso fazemos uma questão da parte de performance, que pra de otimização dentro da própria tecnologia e buscamos muito fazer esse
trabalho para ele performar melhor Temos a parte da prevenção da fadiga.

TRABALHO COM JOVENS RESPEITA IDADE

Apesar de tratar todos os jogadores da mesma maneira, o trabalho com jovens abaixo dos 24 anos é diferenciado, conta Alberto Filgueiras. E um dos casos mais clássicos é o do meia-atacante, Vinícius Júnior, que se despediu oficialmente do Flamengo nesta segunda-feira para defender o Real Madrid (ESP).

Aos 16 anos, o jogador já tinha uma pressão em cima de um veterano jogador. Afinal, o jovem era uma das grandes esperanças do Rubro-Negro. E Alberto contou como faz para lidar com tais situações.

- A primeira coisa que temos é o respeito as necessidade da idade. Para se ter uma ideia o cérebro termina de formar com 24 anos. tem. A personalidade, forma de ver o mundo, convicções, tudo isso vai mudar ao longo dos anos. No final nosso trabalho é formado em otimizar performance, ver o que ele pode mudar aos poucos e usar todo o aparato toda rede social de acordo com o que ele tem. Tudo isso como o clube trata o atleta. para se sentir seguro e possa performar - comentou.

Alberto lembro que o caso de Vinícius é um acompanhamento muito longo que foi feito ao longo da precoce carreira. Isto porque, o ex-camisa 20 fazia parte do projeto Pratas do Ninho, que acompanha as futuras promessas do Fla, psicologicamente falando, desde cedo.

- Por ele ter feito parte do Pratas do Ninho, sempre os trabalhos que ele faz e proporciona para os atletas, tem acompanhamento psicológico, desde cedo. Tanto ele quanto os outros atletas que vieram do projeto, Lincoln e Jean Lucas, por exemplo. O projeto visa a formação atlética e humana - disse.

CEP FLA VIROU REFERÊNCIA

Tanto na parte física como na parte psicológica, o Centro de Excelência de Performance (CEP FLA), já virou referência da forma de tratar a perfomance de atletas. Clubes do Brasil e de outros lugares do mundo, procuraram o Rubro-Negro para saber mais informações sobre o projeto. A frente da parte de psicologia desde janeiro deste ano, Alberto Filgueiras explicou como funciona o trabalho.

- A área de psicologia fica no CEP FLA, que é multidisciplinar. Desde que começou o CEP eles fazem trabalhos individualizados com os atletas. A fisiologia, preparação, psicologia e nutrição, todas as áreas possuem trabalho individualizados e integrados, todos os departamentos. Reuniões pré-treino e pós treino - comenta.

Alberto ainda explicou os processos feitos dentro do CEP que chama a atenção de outras instituições.

- Enquanto processo você tem pilares muitos claro do que é preciso ser feito para cada situação para cada atleta, algo que é integrado com todas as outras áreas, que evoluiu muito nos últimos anos - completou.

O trabalho é feito passo a passo. Por isso não estranhem ou achem que é discurso ensaiado quando dizem que tem que pensar jogo a jogo.

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