Qual Corinthians vem ao Maracanã?

ROBERTO ASSAF: Com a vitória de 2 a 0 sobre o Bahia, e a retomada da liderança, já há um consenso, que ainda não é geral, mas representativo, de que o Corinthians não será adversário, pois perdeu o técnico Fábio Carille, cedeu Cássio e Fágner para a Seleção, perdeu duas partidas consecutivas, e teve enorme dificuldade para vencer o América-MG por 1 a 0, mesmo jogando em casa.

Calma, galera. Não é bem assim. É evidente que as mudanças arrancaram do time paulista a força do Brasileiro de 2017, e até do começo de 2018, quando ganhou o Estadual, derrotando o rival dentro do Allianz Parque. Mas é fato que o bom ambiente, fundamental em conquistas recentes, continua presente, e que os conceitos do ex-treinador seguem norteando o trabalho de Osmar Loss, que é seu discípulo e sucessor.

Foto: Divulgação
Creiam: o Corinthians que vai enfrentar o Flamengo no Maracanã será mais efetivo do que o jogou quinta-feira no Itaquerão contra o clube mineiro. Este que vos escreve não é bruxo para prever o futuro, nem o dono da verdade, mas não ficaria surpreso se a equipe paulista se apresentar com postura prioritariamente ofensiva, para deixar o Rubro-Negro um tanto confuso, como ocorreu no segundo tempo da partida contra o Bahia.

Quando o tricolor da Boa Terra resolveu buscar o resultado, o Flamengo teve alguma dificuldade para defender, daí as ótimas intervenções de Diego Alves, e problemas para acertar os contra-ataques, quase todos desperdiçados em passes errados ou firulas excessivas de apoiadores e atacantes.

O Corinthians tem muita camisa e uma obediência tática que às vezes irrita a sua própria torcida, mas que é efetiva, notadamente quando o adversário perde o equilíbrio nos três setores. Ainda é um time bem armado, que não tem pressa em aguardar os cochilos do oponente, e que costuma ser rápido e fatal nestes momentos.

É provável que o placar magro que obteve contra o América tenha sido mera conseqüência de um relaxamento geral exagerado, por ter julgado o Coelho inferior no aspecto técnico, e porque jogava em casa, diante de uma torcida que tem por hábito apoiar o time.

O que o Flamengo precisa é impor o fato de estar no Maracanã, tomando os cuidados defensivos exigidos em um clássico, e evitando os caprichos desnecessários nas jogadas ofensivas, principalmente nas conclusões. Em resumo, não dá para dar chance ao adversário, nem contar com a sorte – algo tão subjetivo em futebol – e com o acaso, diante de uma equipe que ainda joga de forma prática e absolutamente objetiva.

Creiam: o Corinthians que vai enfrentar o Flamengo no Maracanã será mais efetivo do que o jogou quinta-feira no Itaquerão contra o clube mineiro.



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