Fake News: O Flamengo não aumentou a sua dívida em 2017

O GLOBO: Por Rodrigo Capelo

O Flamengo está quebrado? O endividamento rubro-negro subiu ou caiu no decorrer de 2017? Acirrado pela atmosfera eleitoral que toma a Gávea a partir deste segundo semestre, o assunto voltou à tona nas redes sociais e tem causado confusão na torcida. A resposta curta é: não, o Flamengo não está quebrado. Nem a sua dívida aumentou em 2017. Mas é recomendável que o torcedor se atente à resposta longa para entender os riscos para as finanças de seu clube.

As dívidas rubro-negra somaram R$ 450 milhões no ano passado – a soma de tudo o que precisa ser pago em dinheiro, menos o montante disponível em caixa. O número é 9% inferior ao que havia sido registrado no ano retrasado. Especificamente em relação a ações judiciais movidas por seus credores, esse número inclui processos que o Flamengo, por meio de seu jurídico, considera como perdas “prováveis”. Dívidas para as quais não há solução além do pagamento. Elas entram no popular “devo, não nego, pago quando puder”.

Autógrafo na camisa do Flamengo - Foto: Pedro Martins
O cerne do desentendimento está nas dívidas não provisionadas, cujas perdas são classificadas como “possíveis”. Em português claro, significa que o jurídico acredita que convencerá juízes e desembargadores de que a dívida tem sido cobrada injustamente pelo credor. Influenciado por esse entendimento dos advogados do clube, o departamento financeiro não separa uma grana – a tal da provisão – para pagar esses débitos.

Até pouquíssimo tempo atrás, dívidas não provisionadas não eram detalhadas pelos clubes em seus balanços financeiros. Hoje, a maioria dos dirigentes ainda não as discrimina. Mas o Flamengo adotou essa prática há alguns anos. Em seu balanço financeiro referente a 2017, aparecem R$ 343 milhões em ações de naturezas trabalhista, cível e tributária para os quais o entendimento é de que os processos serão vencidos pelo clube na Justiça.

No início de julho, Ancelmo Gois, no GLOBO, revelou que o Flamengo sofreu revés na ação que envolve o pagamento de cerca de R$ 100 milhões à prefeitura do Rio de Janeiro. Precisamente, eram devidos R$ 116 milhões ao término da temporada passada, conforme descreve o balanço financeiro rubro-negro, em ISS não pagos desde julho de 2009. O clube contesta a dívida na Justiça, recebeu uma decisão desfavorável e continuará a questioná-la até seu último recurso. É possível que precise pagar os R$ 116 milhões, como também é possível que não pague nada. Tudo dependerá das próximas decisões.

É preciso cuidado para que números não desinformem. A soma de dívidas provisionadas e não provisionadas é incorreta, principalmente se o propósito do cálculo for a comparação com outros clubes (que nem sempre revelam valores não provisionados) e com o próprio histórico financeiro flamenguista. Existe, sim, o risco de o Flamengo precisar separar mais de R$ 100 milhões em algum momento para arcar com o ISS cobrado pelo município. Isso acontecerá se os recursos se esgotarem e a Justiça condenar o Flamengo. O torcedor deve acompanhar o desenrolar do caso na Justiça. Mas sem pânico. Pelo menos por enquanto.

Hoje, a maioria dos dirigentes ainda não as discrimina. Mas o Flamengo adotou essa prática há alguns anos.

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