Flamengo esqueceu de voltar após a Copa

ESPN FC: Por João Luis Jr., do Isso Aqui é Flamengo

Acontece com muita gente. Você esquece de programar o despertador e se atrasa pra um compromisso, não lê o edital direito e erra a data da prova, confunde agosto com setembro e acaba comprando em cima da hora o presente de aniversário da sua avó. E, aparentemente, foi isso que aconteceu com o Flamengo, uma equipe que claramente acreditou que a Copa do Mundo ia, sei lá, até setembro, o jogo dessa quarta-feira não valia nada, e por isso presenteou sua torcida com uma bisonha derrota dentro de casa em sua primeira partida após o recesso.

Everton Ribeiro em Flamengo x São Paulo - Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
No todo a atuação foi, é claro, ruim. Uma equipe com graves falhas de cobertura, pouca criatividade na armação de jogadas e várias vezes reduzida à tática do “handebol suicida” - passar a bola para o lado sucessivamente até alguma desgraça acontecer - o Flamengo, que havia chegado ao intervalo da Copa praticando um futebol rápido e envolvente, voltou do período de férias reduzido a um nível zéricardiano de burocracia, dando a impressão de que, se algum treinamento foi realizado, ele não foi feito no Ninho do Urubu e sim em alguma repartição pública, quem sabe em um cartório, uma salinha na prefeitura.

Já no aspecto individual, salvo exceções como Paquetá e Éverton Ribeiro, o que se viu foram titulares dispersos e jogadores reservas agarrando com unhas e dentes a oportunidade de mostrar que realmente merecem continuar no banco de reservas. Seja Rômulo, um volante tão sem vontade que tentou sair de campo quando a placa de substituição anunciava outro jogador e tão limitado que faz os bonequinhos do futebol gulliver parecerem versáteis; seja Marlos Moreno, um atacante que consegue substituir Vinícius Junior com a mesma qualidade e credibilidade que um travesseiro com um rádio dentro conseguiria substituir o gato de estimação do seu filho, a partida dessa quarta serviu para mostrar que faltam sim peças para o elenco rubro negro.

(E nem vamos entrar no caso de Matheus Sávio, já que alegar “ter elenco”, mas precisar colocar em campo Matheus Sávio quando as coisas complicam é a mesma coisa que falar que tem um guarda roupa cheio, mas sair na rua usando como calça uma camisa “Quércia presidente 1994”)

Essa atuação fraca desmerece todo o trabalho anterior? Claro que não. Mas ela nos lembra quantas fragilidades esse time ainda possui e como a ausência de peças como Vinícius Junior e Cuellar, por exemplo, influencia diretamente na capacidade do time não apenas de atuar com qualidade na defesa como de fugir do lugar comum no ataque. Uribe talvez possa resolver o problema lá na frente, apesar da estréia azarada, mas seguimos com laterais limitados, sem um substituto à altura pelo lado do ataque e fica cada dia mais claro que confiar em Rômulo como opção é basicamente como ir ao jóquei hoje e apostar todo o seu dinheiro em um cavalo que morreu em 1985. É impossível que ele ganhe? Impossível não é. Mas digamos que as chances, dentro da realidade que conhecemos, são pequenas.

Eles continuam tendo que seguir o líder? Continuam. Mas cabe ao líder tornar esse trabalho mais complicado possível, e, dessa vez, o Flamengo falhou bastante nesse sentido.

Mas cabe ao líder tornar esse trabalho mais complicado possível, e, dessa vez, o Flamengo falhou bastante nesse sentido.

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