Flamengo segue líder, mas deixa de aplicar goleada histórica

ROBERTO ASSAF: O Flamengo enfiou dois gols nos primeiros sete minutos, e o Botafogo ainda teve a infelicidade de perder Jéferson, machucado, aos 17, sendo obrigado a lançar às feras o garoto Saulo, inexperiente, em pleno clássico regional. O time de Maurício Barbiéri, no entanto, não soube, ou muito pior, não quis aplicar aquela que poderia ser uma goleada histórica, pois embora tenha derrotado o Botafogo por 2 a 0, mantendo a liderança do Brasileiro, irritou a torcida praticamente o resto do jogo. Pela inoperância e pelo deboche, que deixaram muito longe a impressão que se teve, antes da Copa do Mundo, de que poderia levar o Brasileiro a sério, tentando de fato conquistá-lo, após oito anos de um jejum que já está incomodando. Fosse o Botafogo uma equipe mais eficiente e não teria perdido a partida.

Paquetá com o time do Flamengo no Maracanã - Foto: Pedro Martins
O Flamengo começou em estado de graça. Aos cinco minutos, Matheus Sávio cruzou e a bola entrou, embora tenha dito que “chutou no gol”. Aos sete, ele mesmo levantou, Luiz Ricardo se atrapalhou diante de Diego, e Lucas Paquetá apanhou a sobra para meter 2 a 0. Um pouco mais de seriedade e o time da Gávea teria liquidado o jogo nos próximos 15 minutos.

No entanto, o Rubro-Negro passou a enfeitar, ou tentar fazê-lo, pois são os poucos os que sabem, e o Botafogo, apesar de suas limitações, continuou brigando. O Flamengo imaginava que era o Santos de Pelé. Toque de calcanhar, de letra, dribles exagerados, situações desnecessárias o suficiente para desperdiçar os espaços cedidos pelo adversário. Lucas Paquetá abusava da paciência alheia. Quem sabe com três passes de letra não arranjo um bom contrato com o Paris Saint-Germain, deve ter pensado. Assim, não fosse a arrogância, absolutamente irritante, era jogo para seis no primeiro tempo.

Maurício Barbiéri vai tomar alguma providência, agora que veio o intervalo, para acabar com a palhaçada? Ou será o técnico adversário que tentará mudar tudo, visando aproveitar a chance que o Flamengo lhe deu, ao não pôr fim ao duelo nos primeiros 45 minutos? O que Marcos Paquetá fez foi trocar Jean, figura inútil, por Aguirre, sugerindo que pretendia ser mais ofensivo. O treinador rubro-negro, no entanto, passados cinco minutos, deixou claro que não solicitou sequer que o time mostrasse maior objetividade. E a partida ficou como já estava: um gol do Flamengo, e os três estariam garantidos, mas bastaria o primeiro da equipe branca e preta ameaçar tal vitória.

E o Diego, hein? Errando tudo. Passe de dois metros. Guerrero e Uribe batendo cabeça. E Barbiéri assistindo passivamente. Nenhuma troca. E o Botafogo, na sua modéstia, fazendo todo o esforço para mudar o panorama. Aos 24, enfim, duas substituições curiosas, Lincoln e Pará respectivamente nas vagas de Guerrero e Matheus Sávio. E aos 31, o outro Paquetá, o Marcos, pôs Luiz Fernando no lugar de Kieza. Dadas as circunstâncias, e apesar da fragilidade, o Alvinegro saía em busca da sorte, oferecendo campo livre para os contra-ataques, mas o Flamengo errava todos eles, de forma bisonha. Aos 39, a última troca, Uribe – enfim foi notado – por William Arão. Para nada.

Aguirre atingiu Pará e foi expulso. E o jogo chegou ao fim. Aliás, é bom lembrar aos mais afoitos que liderança de campeonato não é novidade na vida do Flamengo, e sim, antes de tudo, uma obrigação. Assim, em resumo, a pergunta que fica é: o Flamengo pretende ou não levar o Brasileiro a sério?

Assim, em resumo, a pergunta que fica é: o Flamengo pretende ou não levar o Brasileiro a sério?

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