Ganhar do Flamengo é o sonho de todos

ROBERTO ASSAF: Na teoria, diante da campanha do Santos em 2018, e notadamente no Brasileiro, no qual se vê, por ora, ameaçado pela degola, o Flamengo, que lidera o campeonato, com números bastante superiores ao time paulista, deve ser apontado como favorito para o encontro desta quarta-feira.

O problema é que o Rubro-Negro enfrentará um dos gigantes do futebol, que precisa de recuperação imediata, e pior, dentro da Vila Belmiro, onde o clube carioca costuma tropeçar com facilidade. Desde 1990, quando aconteceu o primeiro jogo contra o Santos pelo Brasileiro, venceu apenas duas vezes, empatou cinco e perdeu oito, marcando 11 gols e sofrendo 28. Ganhou por 2 a 1, em 2009, e por 5 a 4, em 2011, naquele duelo espetacular entre Ronaldinho Gaúcho e Neymar.

Foto: Divulgação
O Peixe mandou apenas três partidas na Vila no Brasileiro de 2018, com 15.982 espectadores, ou seja, 5.327 por cada. Mas a possibilidade de derrotar o líder, e conhecedor do retrospecto favorável ao Alvinegro, a sua torcida deverá lotar o estádio, até porque uma vitória poderá mudar o rumo do time preto e branco no campeonato, e na própria temporada.

O Santos sofreu algumas mudanças em relação ao time que disputou a última partida do Brasileiro de 2017, em 3 de dezembro, empate de 1 a 1 com o Avaí-SC, na Vila Belmiro. O técnico era Elano Blummer. Jogaram Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Lucas Veríssimo, Jean Mota, Renato, Vecchio (Emerson Barbosa), Matheus Jesus, Bruno Henrique, Copete (Rodrygo), Kayke (Yuri Alberto). Elano foi substituído por Jair Ventura. Matheus Jesus e Kayke seguiram para o Japão. Chegaram de fora do clube Romário (Ceará / CE), Dodô e Gabriel (Internazionale / Itália), Yuri (Audax / SP), Eduardo Sasha (Inter / RS) e Bryan Ruiz (Sporting / Portugal). Romário já voltou ao clube de origem. E Bryan ainda não estreou. Rodrygo, então reserva, virou estrela, e já foi negociado com ele, o Real Madrid.

Em 2018, o Santos foi eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista pelo Palmeiras, mas continua na briga pela Copa do Brasil e da Libertadores, e segue no Brasileiro, é claro. Disputou 39 partidas, entre competições oficiais e amistosas, e apresenta campanha absolutamente irregular, com 14 vitórias, 10 empates e 15 derrotas. Isso significa, na prática, que Jair ainda não conseguiu acertar o time. O Peixe fez uma partida medíocre, domingo passado, no empate de 0 a 0 com a Chapecoense, em Santa Catarina, bem de acordo com a sua situação no Brasileiro: 16º lugar, com 15 pontos, a uma posição da zona de rebaixamento, que reúne América-MG (14), Paraná Clube (13), Atlético-PR (10) e Ceará (8). Em 14 jogos, ganhou quatro, empatou quatro e perdeu seis, com 15 gols a favor e 17 contra.

E levando-se em conta apenas as partidas do Brasileiro, o time dos que mais jogaram forma com Vanderlei (13), Victor Ferraz (9), David Braz (12), Lucas Veríssimo (9), Dodô (13), Jean Mota (13), Diego Pituca (10), Léo Cittadini (10), Eduardo Sasha (12), Rodrygo (12) e Gabriel (13). Bruno Henrique esteve presente em oito compromissos.

Se Jair vai escalá-los, é cedo para saber. Mas que ninguém se engane. Ganhar do Flamengo é o sonho de todos. A Vila estará lotada, os jogadores serão cobrados como nunca, e será mais desafio para o Rubro-Negro. As cartas estão na mesa. Não vale trapaça. E quem souber manejar o baralho sairá vencedor.

A Vila estará lotada, os jogadores serão cobrados como nunca, e será mais desafio para o Rubro-Negro.


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