Real não pretende liberar Vinicius Jr e Rodrygo para Seleção sub-20

GILMAR FERREIRA: A CBF tem um problema enorme para encaminhar a necessária renovação da seleção brasileira.

O crescente aproveitamento de jovens talentos nos times profissionais dos grandes clubes brasileiros e a precoce comercialização dessas joias com o mercado exterior têm dificultado a preparação das seleções das divisões de base, sobretudo as da categorias sub-17 e sub-20.

Dificuldade que a diretoria da entidade pensa em entregar à dupla Tite e Edu Gaspar para que ela resolva com diplomacia e conhecimento de causa.

Foto: Divulgação
O caso mais recente, ocorrido há algumas semanas, ilustra bem o momento.

Representantes da entidade visitaram o Real Madrid na tentativa de sensibilizar a diretoria do clube a liberar a participação de quatro jogadores que tiveram direitos econômicos e federativos adquiridos recentemente.

E não retornaram de lá com boas notícias.

Os espanhóis não pretendem liberar Vinícius Júnior (ex-Flamengo), Rodrygo (ex-Santos), Augusto (ex-São Paulo) e Rodrigo Farofa (ex-Palmeiras e Novorizontino) para a disputa do Sul-Americano Sub 20 que será disputado no Chile, em janeiro.

Os quatro são nascidos entre 1999 e 2001 e tido como peças fundamentais na preparação do time para a competição que é classificatória para o Mundial da categoria, que será disputado entre maio e junho de 2019, na Polônia.

Mais, até: vale vaga também para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Ocorre que o torneio não está incluído no calendário da Fifa como evento em que os clubes têm a obrigação de ceder os jogadores.

E é nisso que o Real Madrid se escora, abrindo precedentes para outros clubes europeus e até do Brasil.

O atacante Paulinho, vendido recentemente pelo Vasco ao Bayer Leverkusen, é um caso semelhante.

Ele, Vinicius Júnior e Rodrygo formariam o ataque titular da seleção treinada por Carlos Amadeu.

A situação é preocupante porque envolve também jovens com idade para a disputa do torneio que já atuam ou disputam vaga de titular em clubes brasileiros.

Os rubro-negros Thuller (zagueiro) e Lincoln (atacante), por exemplo, estão neste caso.

Fernando, ex-atacante do Palmeiras, também não se sentiu atraído até porque estava envolvido em negociações com o Sakhtar Donestsk, da Ucrânia.

Ou seja: os amistosos e eventos preparatórios estão sendo disputados com safra alternativa aos maiores talentos da geração.

Por isso a diretoria da CBF quer envolver os problemas das divisões de base nas discussões para a renovação da comissão técnica de Tite e Edu Gaspar.

O Brasil não conquista os títulos sul-americano e mundial da categoria desde 2011.

Entre 1981 e 2011, ficou entre os três primeiros do continente em 17 edições.

Nas três últimas (2013, 15 e 17), a seleção que representou o país ficou fora do pódio.

E em dois (2013 e 17) sequer conseguiu vaga para disputa do Mundial.

A participação no torneio que valeu o vice-campeonato de 2015, na Nova Zelândia, foi obtida com um quarto lugar no Sul-Americano.

Isso talvez explique, em parte, a escassez de títulos internacionais.

Dificuldade que a diretoria da entidade pensa em entregar à dupla Tite e Edu Gaspar para que ela resolva com diplomacia e conhecimento de causa.



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