Vitinho volta ao Rio após idas e vindas entre Rússia e Brasil

EXTRA GLOBO: Vitinho troca de clube por 10 milhões de euros. A frase é de 2018, sobre sua chegada ao Flamengo — o jogador foi anunciado ontem, logo após ser campeão da Supercopa da Rússia, pelo CSKA — como também era de 2013, quando a então promessa do Botafogo pegou o caminho inverso para assinar com o CSKA de Moscou, clube que agora deixa em definitivo. Em cinco anos, Vitinho acumulou idas e vindas que o deixaram no mesmo lugar: Rio de Janeiro.

A juventude, capítulo já quase encerrado na vida de Vitinho, foi de transições bruscas. Aos 19 anos, recém-saído do Complexo do Alemão e dos juniores do Botafogo, marcou em cima do Flamengo, seu time do coração, o primeiro gol em um clássico. À época, comemorou: a filha mais velha, Maria Luiza, estava prestes a nascer. Apontado como revelação do Brasileiro de 2013 e apadrinhado pelo holandês Seedorf, Vitinho partiu logo depois de fazer aniversário. Trocou o Botafogo, então vice-líder do Brasileiro, pelo CSKA, que terminaria a temporada como campeão russo. A mudança não trouxe felicidade.

Vitinho deixou o CSKA - Foto: Divulgação
No lugar da titularidade e da atenção que tinha no Rio, Vitinho acabou escondido na Rússia. Jogou 18 vezes em sua primeira temporada no CSKA, metade do que havia atuado em um ano incompleto de Botafogo. Não fez gols.

Para a família, o inverno de Moscou se mostrou rigoroso demais. Quando a temporada seguinte começou do mesmo jeito que a anterior — no banco de reservas —, Vitinho conseguiu uma saída por empréstimo para o Internacional.

A primeira volta ao Brasil terminou, no ano seguinte, com um inédito rebaixamento do Internacional à Série B. Vitinho não queria voltar à Rússia. O Inter, por sua vez, não desembolsou o dinheiro para mantê-lo. Para aceitar o retorno a Moscou com boa atitude, Vitinho sentiu a influência de um colega ex-Grêmio: o lateral Mário Fernandes, brasileiro naturalizado russo, que havia chegado ao CSKA um ano antes de Vitinho, e lá fincara raízes:

— Aprendi muito com o Mário a me comportar nos momentos de dificuldade Em algumas situações, quando via que eu estava abalado, ele sempre me dava incentivo nos jogos e nos treinos. Quando alguém falava de mim, ele intercedia a meu favor. Sempre me deu força.

Concorrência de nigeriano e adaptação

Nos últimos meses, Vitinho enfrentou a concorrência do nigeriano Ahmed Musa, ídolo do CSKA, que voltou ao clube após uma passagem apagada pelo Leicester. Um novo momento também se desenhou fora de campo: a mulher, Hanna, e as duas filhas, Manuela e Maria Luiza, passaram a morar na Rússia e se adaptaram ao país. A família venceu as paredes de casa e criou suas preferências na capital russa: o restaurante italiano Bocconcino e a steakhouse Chef, ambos na região central de Moscou, tornaram-se destinos comuns.

— Já fui, já voltei. Quando a gente adquire maturidade, começa a se comportar de maneira diferente, Vejo as coisas de maneira mais clara. Hoje estou feliz — disse Vitinho, agora com 24 anos, após um empate com o Arsenal (ING) pela Liga Europa: — Está tudo sob controle para mim. Não tenho mais do que reclamar. Minha família está super contente e aproveitando cada segundo aqui. Estamos tentando evoluir a cada dia para alcançar nossos objetivos pouco a pouco.

Aos 19 anos, marcou em cima do Flamengo, seu time do coração, o primeiro gol em um clássico.


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