A falta que Lucas Paquetá faz ao Flamengo

GILMAR FERREIRA: O Flamengo fez 41 jogos em 2018, e o meia armador Lucas Paquetá, de 20 anos, esteve em campo em 35 deles.

Tem 2.954 minutos jogados, sendo o segundo do elenco que mais partidas disputou com a camisa do clube nesta temporada.

Só perde para o lateral Renê, com 36 jogos e 3.167 minutos.

Com Paquetá em campo, o time rubro-negro quase não perde.

Aliás, com ele e sob o comando de Maurício Barbieri, foram apenas duas derrotas.

Especificamente: o tropeço no Maracanã diante do São Paulo e os 2 a 0 impostos pelo Grêmio, no último sábado.

Ambas no período pós Copa.

Lucas Paquetá no Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Mas o assunto é mesmo Lucas Paquetá.

Que, na minha visao, é o autêntico meia que o Flamengo levou anos procurando.

Deveria ele, sim, vestir a camisa 10.

Tem o DNA do clube, ajuda na marcação, constrói jogadas, é generoso nas assistências e sabe fazer gol.

Pego carona, inclusive, nos dados compilados pelo companheiro Raphael Zarko, do site GloboEsportes.Com.

Paquetá participou de 26% dos 63 gols marcados pelo time na temporada, sendo autor de sete e dando assistência para dez.

Trata-se de um "jogadorzaço", cuja a ausência no jogo desta quarta-feira, contra o Cruzeiro, no Maracanã, por certo, será muito sentida.

Um problema e tanto para Maurício Barbieri nestes primeiros 90 minutos do duelo pelas oitavas da Libertadores.

Afinal, o jovem técnico dirigiu o time em 24 partidas e tem apenas três derrotas – duas delas sem o garoto.

Também acho que o súbito sucesso mexeu um pouco com a cabeça do jogador.

Principalmente depois que o amigo Vinicius Júnior foi embora para o Real Madri.

Talvez tenha batido até aquela compreensível ansiedade do jovem talentoso que não vê a hora de brilhar em gramados europeus.

Não sei.

Só sei que Barbieri vai sentir falta do meia que tem ditado o ritmo do Flamengo.

Em todas as vezes que não pôde contar com Paquetá, o técnico abriu espaços para Jean Lucas, outra prata da casa, que fecha espaços e sai para o jogo.

Mas não o faz como Lucas Paquetá.

A opção, talvez, seja fechar o meio com o recém-chegado Piris, volante que, ao lado de Cuellar, daria liberdade para Diego e Everton Ribeiro.

Mano Menezes, que não terá o argentino Lucas Romero na lateral-direita, sabe bem o quanto o time carioca perde sem Paquetá.

Mais, ainda: sem Paquetá, Vinicius Junior e Guerrero, um trio ofensivo que já se conhecia, unindo experiência e juventude.

Desgastado, por já ter feito seis partidas em 17 dias do pós Copa, o Flamengo, mais do que nunca, vai precisar do sopro de sua torcida...

Com Paquetá em campo, o time rubro-negro quase não perde. Aliás, com ele e sob o comando de Maurício Barbieri, foram apenas duas derrotas.



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