Agora é conquistar o Brasileiro ou a Copa do Brasil

ROBERTO ASSAF: Levando-se em conta a dificuldade que o Flamengo tem para ganhar fora de casa, e o que o time (não) jogou hoje no Maracanã, não é exagero afirmar que o Rubro-Negro foi praticamente eliminado da Libertadores, com a derrota de 2 a 0 para o Cruzeiro.

Para ficar bem claro, a equipe carioca não ameaçou em momento algum, mostrando desatenção no começo, e um desalento sem par na etapa derradeira, quando sequer esboçou reação, praticando um futebol previsível e sem graça, que chegou a deixar a torcida sem força para incentivar.

O Flamengo começou meio desligado e tomou um gol de Arrascaeta, logo aos nove minutos, numa bobeira imperdoável para um jogo caseiro de Libertadores. E por pouco não leva outro em seguida, aos 13, de Thiago Neves, que desperdiçou sozinho, embaixo da baliza. O jogo poderia ganhar uma nova feição, caso o árbitro que apitou a decisão da Copa do Mundo expulsasse o mesmo Thiago Neves, após entrada criminosa por trás, em Jean Lucas. Ficou só no amarelo. Questão de interpretação.

Everton Ribeiro em Flamengo x Cruzeiro - Foto: Getty Images
O fato é que o Rubro-Negro passou a ir para frente de maneira afobada, sem criar oportunidades, e pior, oferecendo espaços para os contra-ataques do Cruzeiro. Na prática, a impressão é a de que o time não tinha noção de como chegar ao empate, embora o adversário, para evitar problemas, cedesse escanteios em profusão – foram 12, quase em sequência.

Aliás, como é possível terminar o primeiro tempo sem aproveitar um único deles? E Rodinei, que teve duas bolas de frente para Fábio, e chutou ambas em cima do goleiro, nos acréscimos? Assim, no conjunto da obra, até que o placar, até ali, não era necessariamente injusto.

As equipes voltaram sem mudanças. O Flamengo assumiu a posse da bola, mas só fazia girá-la de um lado para o outro, sem entrar na área do time azul, que já não saía com facilidade, daí a troca de Barcos por Raniel. Aos 18 minutos, já meio no desespero, Maurício Barbiéri substituiu o inútil Jean Lucas por Vitinho, para quem sabe dar a força ofensiva que o Rubro-Negro não tinha, tanto que a torcida do Cruzeiro era (muito) mais barulhenta.

Aliás, quem conhece um pouquinho de futebol já percebia que a possibilidade de o time carioca marcar um gol era nula. E de tal forma que acabou marcando novamente foi o adversário, em bola desviada por Thiago Neves. Daí em diante, a exemplo do que já ocorria, não restava mais nada, à exceção de duas outras chances – que o Cruzeiro desperdiçou.

Francamente, ganhar por dois gols de diferença em Belo Horizonte… Agora é conquistar o Brasileiro, ou a Copa do Brasil, e aguardar a Libertadores de 2019.

O Flamengo assumiu a posse da bola, mas só fazia girá-la de um lado para o outro, sem entrar na área do time azul.

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