Ainda falta o tal "espírito vencedor" no Flamengo

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Pela primeira vez em um certo tempo o Flamengo tem o que podemos chamar de um estilo claro de jogo. Barbieri, apesar de não apenas ser mais jovem que alguns dos jogadores do grupo como quando filmado por alguns ângulos parecer alguém que a mãe ainda busca no Ninho do Urubu após os treinamentos, tem uma visão bem definida de como o Flamengo deve jogar e ela envolve posse de bola, movimentação, ocupar espaços no campo do adversário e basicamente amassar os caras até o gol sair.

É uma postura tipicamente flamenguista, já que envolve iniciativa e protagonismo e é possível notar que, enquanto projeto, ela vem evoluindo desde que ele assumiu a equipe, não só em termos de adaptação da equipe a essa maneira de jogar como também quanto aos resultados obtidos. Em suma Barbieri tem um projeto para o Flamengo, que parece ser um bom projeto e que, nos termos que podemos observar, vem apresentando bons resultados.

Vitinho em Grêmio x Flamengo - Foto: Lucas Uebel/Getty Images
Isso não quer dizer, é claro, que o projeto seja ideal, que Barbieri seja um gênio ou mesmo que esse projeto não seja passível de melhorias nos mais variados aspectos. E a derrota dessa noite, numa partida em que atuamos com um time majoritariamente titular contra um Grêmio majoritariamente reserva e não só sofremos 2 gols como um deles foi de “Jael, o cruel”, serviu exatamente para lembrar que, apesar da franca evolução, o Flamengo ainda tem várias questões que precisam ser resolvidas se quisermos conquistar tudo que podemos esse ano.

Coletivamente, tivemos a questão da posse de bola, que, diante de um adversário fechado, voltou a ser apenas uma estatística e não um instrumento de dominação. Posse de bola não é nada sem efetividade, rodar na frente da área não tem função se você não buscar maneiras de entrar nela, ter 98% de bola e o adversário ter apenas 2% não quer dizer nada se nesses 2% ele te achar desatento e fizer o gol. O estilo de jogo do Flamengo é inteligente e pode sim funcionar, mas ele exige tanto a vontade de decidir na frente quanto a extrema atenção ao contra-ataque atrás.

Já individualmente, algumas coisas ficam cada vez mais claras. Primeiro que Uribe ainda não se encaixou no time, criando cada vez mais a sensação de que, assim como num desses livros de ficção científica para jovens, nenhum adulto sabe fazer nada direito e cabe a um garoto de 17 anos salvar o mundo, sendo nesse caso o menino Lincoln. Depois que Juan, apesar de todos os serviços prestados, de todo o amor que temos por ele, parece não ter mesmo mais condições de atuar em partidas complicadas contra atacantes realmente velozes, e sua escalação acaba mais expondo o jogador do que ajudando o time. E por fim, claro, que dizer que o Flamengo não precisa de laterais se chama “estar em negação” e a diretoria do clube precisa talvez procurar terapia. Eu posso até recomendar um psicólogo, eu faço também, me ajuda muito.

É uma derrota dolorida e que pode nos custar a liderança do Brasileirão? Sim, é. Mas se delas forem tiradas, pelo time e por Barbieri, as lições que precisam ser tiradas, esse aprendizado pode garantir no futuro muito mais do que os 3 pontos que deixamos pra trás em Porto Alegre. O projeto é bom, as ideias são boas, mas ainda existe muito trabalho até ele ser bom e vencedor, que é o que realmente importa.

O projeto é bom, as ideias são boas, mas ainda existe muito trabalho até ele ser bom e vencedor, que é o que realmente importa.


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