Análise: A importância de Diego ao time do Flamengo

TORCEDORES: Por Luiz Ferreira

O triunfo sobre o Vitória nesta quinta-feira (23) deixou o Flamengo um pouco mais próximo dos líderes do Brasileirão. O jogo mostrou os comandados de Maurício Barbieri com um ótimo volume de jogo e empilhando chances de balançar as redes. Tanto que o placar final acabou não refletindo o que realmente foi a partida no Maracanã. No entanto, está cada vez mais claro que o desempenho do Flamengo dentro de campo está diretamente ligado ao posicionamento e à atuação do meia Diego. Quase todas as bolas passam pelos pés do camisa 10 rubro-negro, jogador que aparece em todos os setores para iniciar as jogadas e de quem se exige muito pela experiência e liderança. Ainda mais num elenco milionário como é o do Flamengo. Embora tenha sido bastante cornetado por este que vos escreve, a verdade é que Diego tem sido muito importante no esquema tático de Maurício Barbieri.

A ausência de um finalizador no ataque no Flamengo (Henrique Dourado foi contratado para ser esse jogador, mas até agora não emplacou) fez com que o técnico Maurício Barbieri mantivesse o mesmo 4-1-4-1 de Paulo César Carpegiani com Éverton Ribeiro, Lucas Paquetá, Diego e Vitinho à frente de Cuellar. No entanto, o que conta de verdade é a dinâmica implementada pelos jogadores no meio-campo. Contra o Grêmio (no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil), Barbieri optou por um 4-4-2 mais definido, com Paquetá mais alinhado a Cuellar e Diego mais próximo da área. Esse desenho tático pôde ser percebido também na partida contra o Vitória. Muito por conta da idade de 33 anos e do desgaste que sofre em cada jogo, a tendência é o camisa 10 do Fla renda mais atuando por ali. Primeiro por ter no seu chute preciso e poderoso uma arma quase letal nas tramas ofensivas do escrete rubro-negro. E depois pelos passes e visão de jogo.

O Flamengo jogou contra o Vitória no 4-1-4-1, mas não foram raras as vezes em que jogou num 4-4-2 mais definido, com Diego próximo de Henrique Dourado, nessa temporada. O camisa 10 sempre rende mais atuando nesse setor. Foto: Reprodução

No entanto, a ideia de ter Diego mais próximo da área foi deixada de lado na maioria das partidas do Brasileirão pela necessidade de se encaixar Lucas Paquetá como volante e o time retornou ao 4-1-4-1 usual. O desempenho do camisa 10 caiu muito por causa das suas obrigações defensivas. Ele pressiona a saída de bola do adversário, recua para armar as jogadas e participa da articulação da grande maioria das jogadas. A solução foi ser mais objetivo nos passes e segurar a bola o menor possível (um dos grandes motivos das críticas dirigidas a Diego nesta coluna). A dinâmica com Lucas Paquetá no meio-campo ajuda nas tramas ofensivas e faz com que o Flamengo ganhe uma opção a mais nos chutes de média e longa distância e nas triangulações pela direita. Ao mesmo tempo, Diego tem com quem dividir as obrigações na criação e ótima opção de passe de um jogador que pisa na área sempre que têm condições para tal.

O 4-1-4-1 de Maurício Barbieri funciona quando o Flamengo joga com intensidade e descomplica suas partidas. Diego joga mais alinhado a Paquetá, os laterais abrem o campo, Vitinho e Éverton Ribeiro abrem o corredor e Henrique Dourado faz o pivô. Foto: Reprodução

Se o Flamengo perde em contundência com Diego longe da área, o time todo ganha em qualidade no passe no meio-campo com ele e Lucas Paquetá aproveitando a segunda bola. E sempre que você joga com três atacantes, dois meias de criação e apenas um volante, é necessário iniciar a marcação com os homens de frente e pressionar a todo o momento. Sempre que o Fla foi intenso nas suas ações, o domínio sobre o adversário aconteceu. Foi assim contra o Vitória e no segundo tempo do jogo contra o Grêmio em Porto Alegre, pela Copa do Brasil. No entanto, a grande verdade é que o Flamengo sofre demais para balançar as redes e “matar o jogo”. Mesmo abrindo o placar antes que seu adversário. Todo o desgaste físico e emocional por conta da pressão que vem das arquibancadas por títulos acaba fazendo que o o time “trave” dentro de campo. E isso pode acabar sendo fatal num momento em que o Brasileirão está bem embolado.

O 4-1-4-1 de Maurício Barbieri funciona quando o Flamengo joga com intensidade e descomplica suas partidas. Diego joga mais alinhado a Paquetá, os laterais abrem o campo, Vitinho e Éverton Ribeiro abrem o corredor e Henrique Dourado faz o pivô. Foto: Reprodução

Uma das soluções para os problemas citados poderia ser adiantar Diego para junto Vitinho no comando de ataque com a entrada de mais um volante de ofício para reforçar a defesa (provavelmente Piris da Motta) e rearrumar o time no já citado 4-4-2 utilizado contra o Grêmio. O time ganharia em compactação e o meio-campo poderia aproveitar o chute forte e os passes certeiros de Diego nas tramas ofensivas. Éverton Ribeiro seguiria pela direita na armação das jogadas e distribuindo passes. Lucas Paquetá poderia reforçar o lado esquerdo (onde Renê se desdobra na marcação ao adversário) e se infiltrar no espaço deixado por Vitinho na sua movimentação. E Diego poderia render ainda soltando a bola de maneira objetiva e aproveitando toda essa movimentação ao seu redor. É uma formação que pode ser pensada e testada por Barbieri.

Diego tem condições de render muito mais do que pode. O jogador vem contribuindo para isso ao soltar a bola com mais rapidez e objetividade e aparecendo na área (como no único gol do triunfo sobre o Vitória). Mas o esquema tático utilizado pelo treinador rubro-negro também pode contribuir para aproveitar as principais qualidades do camisa 10. Tudo para que o time sofra menos em partidas que poderiam ser controladas.

O esquema tático utilizado pelo treinador rubro-negro também pode contribuir para aproveitar as principais qualidades do camisa 10.

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