Análise Tática: Ainda ficou barato para o Flamengo

TORCEDORES: Por Luiz Ferreira

Caros amigos do TORCEDORES.COM, me permitam ir direto ao ponto. A derrota por dois a zero para o Cruzeiro saiu BARATO ATÉ DEMAIS para o Flamengo. Sem exagero nenhum. Não seria nenhuma surpresa se os comandados de Mano Menezes tivessem feito pelo menos mais dois gols no jogo desta quarta-feira, no Maracanã. A única coisa que o Fla fez na partida foi mostrar uma fragilidade emocional do tamanho da sua torcida, abusar dos cruzamentos para se livrar da bola e uma sucessão de falhas em vários momentos da partida. O Cruzeiro (que de bobo não tem nada) aproveitou a péssima noite do Flamengo e tratou de abrir dois gols de diferença na disputa por uma vaga nas quartas de final da Libertadores da América. E poderia ter sido ainda mais, se Thiago Neves e Rafinha não tivessem desperdiçado chances incríveis de balançar as redes. A verdade, amigos, é que a atuação do time de Maurício Barbieri beirou o ridículo e lembrou alguns dos piores dias da história recente do Fla na competição sul-americana.

É claro que Lucas Paquetá fez falta. É ele quem organiza a saída de bola e as jogadas de ataque no esquema elaborado pelo técnico Maurício Barbieri. Só que o grande problema estava na maneira como todo o time do Flamengo se comportava diante de um Cruzeiro muito mais cascudo, pragmático e eficiente dentro de campo. O 4-1-4-1 rubro-negro estava espaçado, sem compactação e sem nenhuma criatividade no seu meio-campo, já que Diego estava em péssima noite e Éverton Ribeiro estava “encaixotado” no lado direito. O gol de Arrascaeta logo aos nove minutos teve um efeito devastador nos jogadores do Flamengo, que viam a equipe de Mano Menezes se desdobrar na marcação em todos os setores do campo e ainda aproveitar as falhas da sua própria defesa. Principalmente no lado direito, onde Rodinei falhou em simplesmente tudo o que tentou enquanto esteve em campo. E o negócio só não ficou mais feio porque Thiago Neves perdeu um gol de maneira pornográfica.

O Flamengo foi presa fácil para o Cruzeiro no maracanã. Faltava intensidade e maior movimentação dos jogadores no 4-1-4-1 proposto por Maurício Barbieri. Ao mesmo tempo, a Raposa aproveitava o nervosismo e os espaços deixados pelo escrete rubro-negro no campo de defesa. Superioridade técnica e tática.

Difícil citar apenas um problema no Flamengo. A equipe simplesmente não funcionava e parecia até mostrar uma ingenuidade em algumas tomadas de decisão. Ao mesmo tempo, o Cruzeiro se multiplicava em campo e ocupava os espaços de maneira inteligente ao executar os movimentos do 4-2-3-1 proposto por Mano Menezes com bastante eficiência. A postura mais pragmática e reativa era compensada pelo desespero dos jogadores rubro-negros que, ao se depararem com uma muralha celeste na frente da área, apelavam para os cruzamentos em busca de Uribe ou Marlos Moreno (outros que sentiram demais o peso do jogo no Maracanã) e também pela intensidade e pela garra demostrada pelos jogadores da Raposa. É essa aplicação tática que não foi vista nos comandados de Maurício Barbieri durante todos os noventa minutos (e nos acréscimos também). O Flamengo tinha a posse da bola, mas não tinha cérebro e nem disposição para criar. Cercava e não ameaçava. Era o próprio “arame liso”.

O time do Cruzeiro negou espaços, se desdobrou na marcação e usou muita intensidade para quebrar as linhas de passe de um Flamengo pobre de ideias e alternativas no Maracanã. Belo desempenho coletivo dos comandados de Mano Menezes. Foto: Reprodução / Sportv.
Chances reais de gol para o Flamengo só nas bolas levantadas para a área. Diego chegou atrasado após Uribe escorar de cabeça, Fábio teve que se desdobrar para defender uma cabeçada do camisa 20 e Rodinei ainda teve a oportunidade de empatar no primeiro tempo, mas chutou fraco. À medida em que o tempo ia passando, o Fla ia se desesperando ainda mais com o resultado. Barbieri empilhou atacantes, mexeu no sistema tático, tentou chegar ao gol na base do “abafa”, mas quem balançou as redes foi o Cruzeiro com Thiago Neves escorando chute de Lucas Silva. Foi nesse momento que Mano Menezes desfez seu 4-2-3-1 e reorganizou a Raposa num 4-5-1 ainda mais ortodoxo com Arrascaeta e Rafinha acelerando pelos lados diante de um Flamengo que atacava numa espécie de 4-2-4 totalmente desarrumado. O resultado acabou sendo justo por tudo que o Cruzeiro mostrou na partida. E por tudo que os comandados de Maurício Barbieri não mostraram durante os noventa minutos.

Maurício Barbieri empilhou atacantes, tentou chegar ao gol no “abafa”, mas viu o Cruzeiro fazer o segundo com Thiago Neves em mais uma falha da defesa do Flamengo. Mano Menezes apostou num 4-5-1 mais nítido para fechar a defesa e aproveitar os contra-ataques. Funcionou até demais.
E o estrago poderia ter sido ainda maior. Se Thiago Neves perdeu oportunidade absurda no primeiro tempo, Rafinha teve o gol da classificação para as quartas de final da Libertadores nos pés no último lance do jogo. Só que Diego Alves cresceu e salvou a pátria rubro-negra com os pés. E a estratégia das bolas levantadas na área não tinham como dar certo. Ainda mais com Fábio e Dedé em noite inspiradíssima. Mais uma vez. A verdade é que o Cruzeiro está com a vaga nas mãos. E o Flamengo vai ter que jogar muito mais do que vem jogando se quiser reverter o resultado e garantir uma classificação que não vem desde o ano de 2010 (época do “Império do Amor”). O retorno de Lucas Paquetá pode resolver um pouco do problema de criatividade na equipe do Flamengo, mas nada disse vai adiantar se a equipe como um todo não reencontrar o bom futebol. E falando com toda a franqueza, os comandados de Maurício Barbieri não parecem ter essa força mental para conseguir tal feito.

A derrota por dois gols de diferença saiu até barato demais para o Fla. Ainda mais com as atuações pífias da equipe. A boa atuação contra o Grêmio (em jogo válido pela Copa do Brasil) parece ter ficado num passado distante.

A atuação do time de Maurício Barbieri beirou o ridículo e lembrou alguns dos piores dias da história recente do Fla na competição sul-americana.


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