Apelidado de "ganso", Barbieri começou no futebol universitário

EXTRA GLOBO: “Você nasceu em 81? Kaká nasceu em 82 e está no Milan. Vai estudar que é melhor”. O conselho veio de um técnico, quando o hoje comandante do Flamengo, Maurício Barbieri — ou Ganso, seu apelido —, fazia testes no Cotia e no Campo Limpo, clubes pequenos de São Paulo. Foi em 2003. Aos 21 anos, o volante do time da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) sonhava ser profissional.

Nos tempos de faculdade, Barbieri praticava futebol, futsal e atletismo. Amigos dizem que treinava o tempo todo. Era um volante marcador e “esquentado”. Também foi escalado como lateral-esquerdo e zagueiro.

Foto: Divulgação
A obsessão pelos treinos ajudou. Ganhou qualidade na saída de bola, desenvolveu liderança e virou capitão. O auge foi a convocação para a seleção da USP.

— Ele começou centroavante, virou volante. Desenvolveu posse de bola e distribuição de jogo. Tinha ótima visão e orientava os colegas — lembra Fernando Seabra, que o convocou para a seleção da USP e hoje é auxiliar no sub-20 do Corinthians.

O sonho de jogar profissionalmente naufragou, mas Barbieri seguiu no futebol. Estudou. Começou como técnico do time da Odontologia, em 2002. O grande salto foi um intercâmbio em Portugal. Estagiou na base do Porto, onde conheceu a metodologia de Mourinho. Formou-se Bacharel em Esporte pela USP. Em 2005, trabalhou na base do Pão de Açúcar, hoje Audax. Comandou a franquia no Rio e a levou à elite, em 2013.

De volta a São Paulo, levou o Red Bull Brasil às quartas de final do Paulista em 2016. Depois de passar pelo Guarani, em 2017, foi contratado para a comissão técnica do Flamengo, em janeiro.

Uma ave encrenqueira

“Pesquise nas súmulas da USP quantas vezes o Ganso foi expulso como atleta e técnico”. A brincadeira de um amigo resume o histórico de confusões de Barbieri no esporte universitário. Quem o acompanhou diz que ele era encrenqueiro.

Já no profissional, em passagem pelo interior de São Paulo, discutiu com Roque Junior, pentacampeão pela seleção, que havia se recusado a cumprimentá-lo ao fim de uma partida, em 2015.

Uma troca de farpas com Serginho Chulapa, do Santos, há dez dias, repercutiu entre os ex-comandados de Barbieri nos tempos de USP.

— No nosso grupo de Whatsapp só se fala disso — conta Thiago Dias, lateral da equipe de Odontologia.

Em um jogo no torneio entre faculdades de Odontologia, Ganso entrou em campo para defender um jogador seu, mas acabou apanhando dos adversários, caiu no chão e teve de ser carregado.

Apelido de origem ignorada

Os colegas de faculdade não sabem precisar a origem do apelido. Ou ficam com receio de revelar, já que o amigo ficou famoso.

— O Ganso. Ops, o Maurício... Não sei se hoje ele gosta de ser chamado assim — diz um deles, que teve Barbieri como estagiário numa empresa organizadora de eventos esportivos, como a Copa USP, disputada pelos alunos da Universidade de São Paulo, em diversas modalidades.

Outro amigo, que acompanhou sua trajetória desde o início desconfia que o apelido já tenha sido dado antes do ingresso na universidade.

— Acho que é porque ele sempre foi um cara alto, grandão — especula.

— Acho que é por causa do pescoção que ele tem — arrisca um terceiro.

Os amigos e ex-atletas torcem pelo seu sucesso e enviam mensagens de incentivo. O Flamengo negou um pedido de entrevista, alegando a agenda cheia do treinador.

Depois de passar pelo Guarani, em 2017, foi contratado para a comissão técnica do Flamengo, em janeiro.


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