Após investimentos, Fla volta a ser referência em esporte olímpico

YAHOO: Por Alexandre Massi (@alexmassi)

Para atrair grandes atletas, um clube precisa ter uma estrutura de ponta, profissionais qualificados e salários em dia. Uma equação que o Flamengo conseguiu resolver em 2018, após intenso trabalho de reconstrução dos esportes olímpicos durante cinco anos. Símbolos dessa nova fase são as contratações da judoca Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres 2012, e do pivô Anderson Varejão, que atuou na NBA por 13 temporadas.

“Recebi propostas de clubes do Brasil, da Argentina, da Europa e da NBA, que não eram garantidas. Coloquei tudo na mesa e tomei uma decisão baseada no respeito que tenho pela história do Flamengo e pelo projeto muito bem estruturado do clube”, revelou Varejão, durante sua apresentação, em janeiro deste ano.

Eduardo Bandeira de Mello, Presidente do Flamengo - Foto: Staff Images
Quem ouve esta declaração pode não lembrar da realidade enfrentada pelo clube até 2013. À época, o departamento de esportes olímpicos registrava déficit anual de R$ 16 milhões, atrasava o pagamento dos atletas e enfrentava sérios problemas estruturais, como a interdição da piscina olímpica por má conservação e a destruição do ginásio Cláudio Coutinho, destinado à equipe de ginástica, devido ao incêndio de novembro de 2012.

Para reverter o quadro, foi elaborado um amplo projeto de renovação, cujo principal objetivo era tornar os esportes olímpicos independentes das verbas do futebol.

“Tínhamos a meta de tornar o esporte olímpico autossustentável, mas isso não envolve apenas a parte financeira. É preciso também ter bons equipamentos, boas quadras, uma sala de força e um centro de ciência do esporte”, esclarece Marcelo Vido, diretor-executivo de esportes olímpicos do Flamengo.

No início, a diretoria adotou a seguinte estratégia: ao invés de investir em atletas, que oneravam a folha salarial e não treinavam em condições adequadas, passou a aplicar recursos em estrutura. Para tanto, buscou novas formas de financiamento: leis de incentivo estaduais e federais, programa Anjo da Guarda, Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) e parcerias com a iniciativa privada.

Foi assim que o clube inaugurou sua nova piscina olímpica, em julho de 2016, com tecnologia idêntica à utilizada nos campeonatos mundiais de natação. Orçada em R$ 7 milhões, a obra foi custeada por uma empresa de cimentos, pelo CBC e pelo próprio Flamengo. Outro caso emblemático acabou sendo o acordo firmado com os comitês olímpicos americano e britânico para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Foi elaborado um amplo projeto de renovação, cujo principal objetivo era tornar os esportes olímpicos independentes das verbas do futebol.


Postar um comentário

[facebook]

FlamengoResenha

{facebook#https://www.facebook.com/FlamengoSouRubroNegro} {twitter#https://twitter.com/FlamengoResenha} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/107993712547525207446} {youtube#https://www.youtube.com/channel/UCiHkjDj2ljgIbiv_zUvdG6g/videos}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget