Clubes têm de virar empresas

SUPER ESPORTES: Vitória e Cruzeiro fazem um “amistoso” hoje, em Salvador. Pelo menos para o time mineiro, que está com a cabeça no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Flamengo, quarta-feira, no Maracanã. Mas  para quem tem jogadores sobrando e gastou uma fortuna em contratações, o time azul deveria ter uma equipe alternativa forte, em condição de bater o baiano. Na teoria, sim. Na prática, não sabemos se vai ocorrer. O Cruzeiro está certo em priorizar a Libertadores, que não ganha desde 1997. E não será fácil, pois pegará o Flamengo embalado, num Maracanã lotado. A Raposa não tem jogado bem, vencendo na conta do chá. Pelo grupo e pelo investimento, deveria praticar futebol de mais qualidade. Porém, o que se vê no Brasil são clubes gastando o que têm e o que não têm com jogadores de qualidade duvidosa.

Enquanto os clubes não tiverem donos e os dirigentes não forem remunerados, essa bagunça vai continuar. Duvido que, se o Flamengo fosse empresa e tivesse um dono, gastaria R$ 43 milhões para contratar o mediano Vitinho. É jogar dinheiro no ralo, pois não sai do bolso de dirigente, e sim do clube. Na Europa, as equipes são marcas, empresas, têm donos e um orçamento determinado. Começou a pré-temporada, fechou o grupo, pronto, não se contrata mais. Aqui, a cada tropeço, os dirigentes procuram os empresários e imploram para contratar alguém, para se justificar com os torcedores. Aí, entram pelo cano. No fim do ano, a dívida triplica e que se dane o clube. O próximo presidente que se vire.

Ricardo Lomba, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Já passou da hora da profissionalização. Sei que a experiência com clube-empresa não foi bem-sucedida no Brasil, pois houve dirigente que misturou o dinheiro que entrava no clube com o seu. Lembram-se de Edmundo Santos Silva, ex-presidente do Flamengo, que disse que não era um “bandido comum” quando foi preso e algemado? E não era mesmo, já que foi acusado de roubar R$ 90 milhões.

É preciso que as empresas entrem nos clubes e remunerem seus dirigentes, como na Europa. Determina-se um salário para o “presidente” (gestor), que gasta como o dono da empresa define. Ou o futebol brasileiro se profissionaliza ou daqui a pouco não teremos mais grandes times. A única receita é a que vem da televisão, e a maioria adianta cotas dos anos seguintes, e bilheteria. Quando o time está bem, funciona. Quando está mal, a bilheteria é pífia, a receita míngua e as dívidas se acumulam.

Imaginem Cruzeiro, Atlético, Flamengo, Corinthians e Grêmio sendo comandados por empresas fortes, como os europeus! Seria fantástico e significaria a redenção desses clubes. Cada um com seu estádio, lotado a cada temporada, com grandes times e investimento pesado na formação de talentos. Será a redenção do futebol brasileiro e a única maneira de o torcedor aferir a lisura dos dirigentes. É um sonho distante, mas ainda espero vê-lo acontecer.

Duvido que, se o Flamengo fosse empresa e tivesse um dono, gastaria R$ 43 milhões para contratar o mediano Vitinho


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