Contra lesões, time do Flamengo passa por nova bateria de exames

GLOBO ESPORTE: Mauricio Barbieri combateu na véspera da partida contra o Grêmio o que definiu como análise de "conveniência". Citou a perspectiva da primeira partida contra os gaúchos, em Porto Alegre, quando o Flamengo foi melhor no segundo tempo, para lembrar que a avaliação final das estratégias e dos dilemas poupar ou não vai de acordo com o resultado final.

A partida desta noite do Maracanã, às 21h45, que define um dos semifinalistas da Copa do Brasil põe frente a frente duas forças do futebol brasileiro e discussões a respeito da forma de encarar as competições em disputa na temporada.

O Flamengo se baseia em pelo menos quatro métodos de análise de cada jogador e duas avaliações em 48h - a primeira no dia seguinte da partida, a segunda, após o primeiro dia da apresentação. Ao mesmo tempo, mede os níveis de CK (creatina quinase), conferindo cansaço, desgaste, faz avaliação de urina (que verifica hidratação), realiza questionários pessoais com os jogadores, além de exames de termografia. Neste último, observa nas imagens se há "manchas" que podem sinalizar possíveis riscos de lesão.

Foto: Divulgação
Não é decisão simples. A comissão técnica rubro-negra se debruça nas avaliações e depois, com o técnico Mauricio Barbieri, apresentam os dados. A última palavra é a do treinador.

- Léo Duarte era o que tinha o maior risco de lesão dentro das avaliações que fizemos - revelou o preparador físico Diego Linhares.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, o profissional rubro-negro explicou um pouco mais da metodologia e das avaliações realizadas em meio à maratona de partidas.

GloboEsporte.com: Quanto o Flamengo corre a cada partida? Vocês têm esses números de toda a temporada?

Diego Linhares: Foram 44 jogos. Nossa equipe percorre por jogo uma média entre 90 e 100 km. O que dá, até o momento, aproximadamente 4,1 mil km no ano. Esse nível alto faz com que tenhamos atenção muito grande com a prevenção de lesão, a manutenção do alto desempenho e um foco muito grande no trabalho de recuperação entre os jogos. Agosto é um mês em que temos muitos jogos, nossa atenção é muito maior na recuperação e no trabalho de prevenção de lesões.

Qual risco maior de não poupar ou de se submeter a um calendário tão inchado?

O risco maior é o de lesão, que é inerente ao esporte. Por isso, nossa atenção muito grande na prevenção, na recuperação entre os jogos e na comunicação entre todos os setores do CEP (Centro de Excelência em Perfomance). Não vejo maior risco em estratégia traçada, pois traçamos a estratégia de acordo com o que temos no elenco, no clube. O maior risco se dá pelo calendário, que é insano, com um número de jogos muito grande na temporada.

Diante dessa estratégia, então, como fazer para dosar cargas e desgastes no dia a dia?

A gente sempre tenta ter o maior número de atletas em alto desempenho para que o Barbieri possa escolher o que for melhor para o Flamengo. Nós fazemos um monitoramento da carga de maneira individualizada da carga real dos nossos treinos e jogos. Sentamos, avaliamos todos os atletas. Um exemplo: no segundo jogo contra o Grêmio (pelo Brasileiro), a gente poupou atletas, inclusive o Léo Duarte era o que tinha maior risco dentro das avaliações.

De toda forma, o Grêmio chega para essa decisão, grosso modo, com 180 minutos a menos de partidas em duas semanas que a maior parte do time rubro-negro. Como administrar?

A gente tenta administrar dando uma ênfase ao trabalho de recuperação dos atletas. A gente tem nossos processos bem definidos, a gente dá uma ênfase em todos os setores – fisioterapia, nutrição, médica – diretamente à recuperação. A gente faz um monitoramento individualizado em tempo real, separando o grupo que joga do que vai para o banco e do que não é relacionado. A gente sempre tenta igualar essas cargas de maneira individual, seja com treinamento complementar.

O Flamengo poupou o Léo Duarte, de 21 anos, e o Réver e Diego, que passaram dos 30. A idade conta muito nessas avaliações?

A idade conta, claro. Mas não quer dizer que por ser mais velho, ele terá um risco maior. Nesse caso, a avaliação constatou que Léo Duarte carecia de uma atenção maior. Junto ao Barbieri, que tem nos dado uma liberdade muito grande, achamos melhor a troca.

Mas com o jogador mais jovem a recuperação é mais rápida...

Sim, mas avaliamos também o risco de lesão no acúmulo da sobrecarga dos jogos, são vários jogos decisivos em um mês. Esse acúmulo a gente tem que avaliar jogador por jogador. Naquele momento, Léo Duarte tinha mais risco, porque corre mais. Tem atleta que corre 7km, ele corre 10 km, por exemplo. Poderíamos coloca-lo (Léo Duarte) naquele jogo (contra o Grêmio, pelo Brasileiro), mas perderíamos por mais quatro ou cinco jogos no caso de uma lesão. A gente tenta equilibrar essa equação. O problema não é a estratégia e sim o calendário.

A comissão técnica rubro-negra se debruça nas avaliações e depois, com o técnico Mauricio Barbieri, apresentam os dados.

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