Esse Flamengo não consegue ganhar jogo grande

ROBERTO ASSAF: O Flamengo que perdeu hoje à noite do Grêmio por 2 a 0, em Porto Alegre, esteve muito distante daquele que assustou o adversário numa Arena quase lotada, quarta-feira passada, e se não foi um desastre com letras maiúsculas, decepcionou por duas razões evidentes: enfrentou um time reserva – só Bruno Cortez era titular – e não houve a pressão absurda da torcida, que não compareceu em massa. Quarta, em números redondos, compareceram 40 mil, e hoje, apenas 16 mil.

A derrota, aliás, põe mais uma vez na mesa a decisão de preservar jogadores. O Grêmio, que saiu vencedor, não foi prejudicado. Mas é fato que a zaga suplente do Flamengo falhou nos gols e a ausência de Diego – eventualmente criticado – deixou a equipe de Maurício Barbiéri carente de inspiração.

Fernando Uribe em Grêmio x Flamengo - Foto: Lucas Uebel/Getty Images
O primeiro tempo foi equilibrado. Os times procuraram jogar futebol, mantendo a posse da bola, principalmente o Rubro-Negro, mas criaram poucas oportunidades. Na realidade, o Flamengo, que jamais soube sair da rígida marcação do adversário, e desperdiçou duas cobranças de falta de frente para Paulo Victor, e o Grêmio, em outras duas, acertou uma. Na primeira, Diego Alves defendeu um pênalti – mão de Rodinei – executado por Jael, aos 25 minutos, e a segunda nos acréscimos, quando o centroavante cabeceou à direita, aproveitando um cruzamento perfeito de Leonardo Gomes. Faltou, ao time da Gávea, maior objetividade, pois pelo menos dois jogadores responsáveis pela criação, Lucas Paquetá e Jean Lucas, não renderam o suficiente.

As equipes retornaram sem mudanças. Mal a bola rolou e o Flamengo voltou a cometer o pecado de errar mais uma falta próximo da área, acertando novamente a barreira. Na sequência, o time desligou, e Marinho, recebendo ótimo lançamento de Jael, tocou de esquerda para ampliar: 2 a 0. Pois o Rubro-Negro começou a perder a tranqüilidade, e eram 12 minutos quando Maurício Barbiéri tratou de providenciar a primeira substituição, trocando Jean Lucas por Geuvânio, para alterar o quadro, na prática tornar a equipe mais ofensiva.

O problema é que continuou sem mostrar a força do jogo anterior, e pior, passou a viver um dilema óbvio e comum: se avançasse todo em busca do empate, poderia levar mais gols, e se não o fizesse, fatalmente sairia derrotado. Aos 23, Marlos Moreno entrou no lugar de Vitinho, naquele momento uma peça nula. Nada aconteceu. Lucas Paquetá rodava de um lado para o outro sem direção. E tinha gente que sequer aparecia. Aos 31, saiu Éverton Ribeiro e chegou Lincoln. Muito tarde.

Assim, à exceção das três faltas frontais ao gol de Paulo Victor, e a bola de Uribe na trave, o Flamengo não ameaçou, o que deixa claro que o time fez muito pouco para um time que pretende brigar pelo título. Na realidade, e apesar dos progressos, o Rubro-Negro continua com dificuldade para ganhar de time gigante fora de casa.

Na realidade, e apesar dos progressos, o Rubro-Negro continua com dificuldade para ganhar de time gigante fora de casa.

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