Falha no planejamento

GILMAR FERREIRA: De certo modo, com exceção do Flamengo, os clubes cariocas encerram o primeiro turno do Brasileiro repetindo o papel de figurante dos últimos anos.

O Fluminense na nona colocação, com 26 pontos;

O Botafogo na 12ª, com 22 - em 2017, era o 11°, com 25;

E o Vasco, que ainda tem mais três jogos a cumprir, patina na chamada zona do limbo.

O São Paulo leva então o hipotético "título de inverno", com o diferencial de ser o time que mais venceu como visitante - cinco.

Lucas Paquetá com o uniforme azul do Flamengo - Foto: Staff Images
Somou 41 pontos, o time do Diego Aguirre, jogando um futebol cauteloso, sem a necessidade de ser fazer protagonista no jogo a jogo.

Não tem bons números defensivos, mas equilibra a caminhada com a eficiência ofensiva que lhe faz o time com o melhor saldo de gols.

Suas derrotas foram apenas duas derrotas nestes 19 primeiros jogos, porém, uma a mais do que teve o Internacional, nos últimos quinze.

E este é o dado significativo: computando apenas a trajetória dos dois à partir da quinta rodada, a briga é bem parelha.

O time de Odair Hellmann, agora em segundo com 38 pontos, somou 34, e o São Paulo de Aguirre, 35.

Justo os dois que no segundo turno estarão 100% concentrados nessa disputa...

ATLÉTICO-PR 3 x 0 FLAMENGO.

Preparadores físicos e fisiologistas já alertaram para o grau maior de dificuldade no apronto dos times para estes jogos das manhãs de domingo.

São eventos que fogem à regra e exigem de comandantes e comandados um comportamento distinto no cumprimento do protocolo.

É preciso estar mentalmente muito bem ajustado, em alerta máximo, principalmente até que o organismo se adpte ao ritmo da partida.

Era perigoso, portanto, ainda que necessário, mexer na estrutura do time rubro-negro logo para este jogo.

Mas Barbieri se viu obrigado (sic) a não escalar o trio Diego Alves, Réver e Diego.

O sistema defensivo teve dificuldades para entrar no jogo, e o Flamengo perdeu em 20 minutos a chance de encerrar o turno na cola do líder.

É falha no planejamento, algo que vem atrapalhando o clube nestes anos em que as Copas passaram a dividir com o Brasileiro as datas do calendário.

A dificuldade em estabelecer uma prioridade para o time, reduz sua força competitiva nos planos físico e mental.

As competições têm peculiaridades específicas em suas fórmulas de disputa e era possível escalar um time reserva numa delas - com um ou outro titular.

O Flamengo corre o risco de amargar mais um ano sem título com um investimento de dar inveja a seus concorrentes.

AMÉRICA-MG 0 x 0 FLUMINENSE.

O ponto obtido em Belo Horuzonte não foi o ideal, mas serviu, deixando um gostinho de que poderia ter sido melhor.

O time tricolor teve volume no segundo tempo e com pouco mais de calma e organização ofensiva evitaria o jejum de quatro rodadas sem vitória.

Mas, levando em conta a série de três jogos em seis dias, e a energia gasta nos jogos da Sul-Americana contra o Defensor, enxerga-se discreta evolução tática.

Marcelo Oliveira tenta compensar o desgaste retornando ao 3-5-2 dos tempos de Abel Braga.

Assim, protege o miolo da zaga com a entrada de mais um zagueiro, e ganha força ofensiva soltando os laterais.

A missão do Fluminense neste Brasileiro é evitar um rebaixamento, tentando a sorte na competição da Conmebol.

Se somar no segundo turno os mesmos 23 pontos desta primeira parte, a meta estará cumprida.

BOTAFOGO 0 x 3 ATLÉTICO-MG.

A derrota em casa para um time tão qualificado como o do Galo, mesmo por um placar que sugere facilidade, não traduz a dimensão exata do resultado.

O Botafogo tem uma vitória nos últimos sete jogos do Brasileiro (duas em dez) e não é exagero que o insucesso está relacionado à dificuldade de fazer gol.

O time fez dois gols em seus últimos 630 minutos de jogo, um a cada três horas e meia.

Para se ter ideia, o último gol de um atacante alvinegro no Brasileiro foi há mais de dois meses.

Mais precisamente, no 3 a 3 com o Bahia, dia 10 de junho, há oito rodadas, quando Kieza marcou duas vezes.

No jogo de quinta-feira contra o Nacional do Paraguai, pela Sul-Americana, podemos ver o quanto o time se desorganiza a cada oportunidade desperdiçada.

A ausência de uma boa referência na área obriga a constante aproximação dos meias, e em determinado momento isso derruba o sistema defensivo.

Não a toa, o Botafogo sofreu onze gols nas últimas sete rodadas do Brasileiro.

Essa limitação vai exigir que Zé Ricardo feche este time, jogando cautelosamente, e ensinando-o, primeiramente, a não perder...

VASCO x CEARÁ.

O balaio de incertezas que o time de Valdir Bigode carrega é tão pesado que tira do fator mando de campo a vantagem competitiva que assombra os visitantes.

O treinador ainda interino aproveitou os dias de treino para melhorar a marcação no meio e dar velocidade ao ataque.

Andrei volta à reserva, Thiago Galhardo fará papel de volante e Máxi Lopez começa o jogo.

O Vasco tenta, desta forma, ser mais competitivo.

O sistema defensivo teve dificuldades para entrar no jogo, e o Flamengo perdeu em 20 minutos a chance de encerrar o turno na cola do líder.

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