Falta atitude, resta a Copa do Brasil

ROBERTO ASSAF: Muitos dirão que a diferença de pontos para os líderes é pequena. E que há um turno inteiro para ser disputado. Mas a derrota vergonhosa de 3 a 0 para o Atlético Paranaense, penúltimo colocado, em Curitiba, deixou evidente que o Flamengo – hoje fantasiado, como exige o Carnaval, de azul  – não tem possibilidade de brigar pelo Brasileiro.

O time dificilmente consegue ganhar fora de casa. Nessas ocasiões, basta ao adversário pressionar a partir da saída de bola, e aproveitar uma ou duas das muitas oportunidades que passa a criar, para determinar a desgraça rubro-negra. Assim, o problema básico não é a distância para o primeiro colocado. Nem o fato de o campeonato estar apenas na metade. Mas a falta de atitude, ou a maneira descompromissada com a qual o Flamengo encara as partidas, se apresentando, vez por outra, como se fosse apenas disputar uma pelada entre solteiros e casados. A queda diante dos reservas do Grêmio, no último dia 4, levando-se em conta apenas o Brasileiro, já havia antecipado tal visão.

Renê, de azul, em Atlético-PR x Flamengo - Foto: Divulgação
Há ainda a tabela que levará o São Paulo a dispara na liderança: Chapecoense, hoje, em casa, Paraná, quarta, em Curitiba, Ceará, dia 26, novamente no Morumbi, onde também receberá o Fluminense, em 2 de setembro.

Falamos em falta de atitude. Hoje, por exemplo, com apenas cinco minutos, já era possível observar que a velocidade da equipe local era absolutamente superior, tanto que fez 3 a 0 antes da metade do primeiro tempo. Neste espaço de tempo, apenas um detalhe: aos 13, Santos rebateu arremesso fortuito de Rodinei, e Vitinho, livre, desperdiçou a chance, chutando para nova defesa do goleiro. O empate, ali, poderia até mudar a história da partida. Mas o fato é que a bola não entrou. E o baile do Atlético continuou. A propósito: em lance idêntico, contra o Flamengo, no Beira Rio, em 2016, o atacante fez o gol da vitória do Inter, 2 a 1, que praticamente tirou as chances do time carioca seguir lutando pelo título.

E creiam: poupar jogadores não foi determinante. Futebol é esporte coletivo. Logo, é provável que a leseira – moleza, preguiça, no dicionário – fosse a mesma. E parece que também não adianta trocar o treinador, pois o problema é conceitual, e de uns tempos para cá, frequente. Além disso, o Atlético também apresentava desfalques. Os dois zagueiros eram reservas. E prossegue o tabu: 44 anos sem vencer adversário em Curitiba. O Flamengo, num todo, não consegue entender que cada jogo do Brasileiro, na prática, é uma decisão, que isso não é lugar-comum. Daí as muitas decepções. O importante, agora, é apostar tudo na Copa do Brasil.

O Flamengo, num todo, não consegue entender que cada jogo do Brasileiro, na prática, é uma decisão, que isso não é lugar-comum.

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