Fla e Grêmio já decidiram duas competições e somam 11 mata-mata

GLOBO ESPORTE: Aquele que promete ser o mais equilibrado dos confrontos das quartas de final da Copa do Brasil traz na garupa um histórico de respeito. Grêmio e Flamengo já se enfrentaram onze vezes em disputas eliminatórias por competições nacionais e internacionais, incluindo Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil e até mesmo as extintas Copa Mercosul (em 2001) e a sempre saudosa Supercopa (em 1992).

A maioria dos perrengues decisivos entre rubro-negros e gremistas aconteceu justamente na Copa do Brasil – este será o sétimo confronto decisivo entre os clubes, com vantagem de quatro a dois para o Grêmio e algumas cerejas em três cores, como o título de 1997 e a chapuletada de 6 a 1 imposta na semifinal de 1989.

Foto: Divulgação
A supremacia no total do histórico em mata-mata também é tricolor, ainda que por modesta vantagem: superou o adversário em seis oportunidades e saiu derrotado em cinco. O Flamengo, no entanto, alcançou a consagração no confronto de maior quilate entre as tradicionais camisas, na final do Brasileiro de 1982.

Prova da envergadura do embate entre os herdeiros de Zico e os apóstolos de Portaluppi é que por duas vezes decidiu competições nacionais, e em ambas os visitantes promoveram uma festa imodesta em pasto alheio.

No primeiro encontro decisivo, o bicampeonato rubro-negro pelos pés de Nunes

A decisão do Brasileiro de 1982 é daqueles jogos de causar câimbra no coração dos viúvos do mata-mata. Na primeira vez que Flamengo e Grêmio se enfrentaram em um confronto decisivo, estavam frente a frente nada menos que os dois últimos campeões nacionais. Na verdade, mais que isso: enfrentavm-se o último campeão do mundo e a equipe que conquistaria o mundo no ano seguinte. Uma época em que o futebol sul-americano chegava em outras margens na condição de algoz, e não de coadjuvante.

O histórico flamengo oitentista precisou suar dendê para bater o Grêmio no terceiro jogo, após dois empates (1x1 e 0x0). Disputado no Olímpico, o dramático e incontornável encontro começou como manda a cartilha das decisões, com Nunes e o arqueiro Leão levando para o campo as rusgas da semana, rosnando cada vez que percebiam o oponente invadindo seu campo de visão. Naquele recorte do campo em que só existe o atacante e o goleiro, e no mais até Deus se ausenta, "O Artilheiro das Decisões” fulminou o veterano goleiro após passe minimalista de Zico, marcando o único gol de partida.

Além de honrar sua estirpe brigadora, aquele Grêmio de Ênio Andrade contava com nomes do porte de Batista, Paulo Isidoro, Baltazar e Renato, e por muito pouco não empatou o jogo. Aliás, alguns dizem que até empatou, mas que, diante da mano del Cristo Redentor de Andrade, com a bola aquém ou além da linha jamais saberemos, o árbitro Oscar Scolfaro não assinalou nem pênalti, nem gol.

Em um espaço de três anos, o Flamengo conquistava seu segundo título nacional e galopava degraus rumo ao posto de maior time da década, enquanto o gremista, ainda que até hoje rumine aquele vice, também dedica a ele certa afeição retroativa, afinal de contas lhe permitiu conquistar a América e arredores no ano seguinte.

Diante de 100 mil flamenguistas, mais uma façanha de um Grêmio histórico

O implacável Grêmio noventista já começava a se tornar história, mas ainda havia um toco de brasa em 1997. Felipão já havia partido para outras andanças, e na casamata um improvável Evaristo de Macedo conduzia o clube gaúcho para sua sexta final de Copa do Brasil em nove edições disputadas, após passar pelo Corinthians na semifinal.

Se a torcida flamenguista normalmente já não paga imposto para ser sugada pelo redemoinho da empolgação, imagine após o primeiro jogo, em Porto Alegre, ter acabado com placar zerado. Imagine, além disso, que vestindo a camisa rubro-negra estivesse, além de Sávio, Nélio e JAMIR, também um sempre possesso Romário, com ganas de conquistar um título de expressão no clube onde chegara após o tetra de 1994. Não em vão, cerca de 100 mil almas acotovelaram-se no Maracanã naquela noite de 26 de junho.

Aquela interminável formação gremista retroalimentava-se de maneira tão impressionante que o primeiro gol da decisão foi marcado por um insólito (ainda que bom jogador) JOÃO ANTÔNIO, logo no começo do jogo. A virada flamenguista, e a consequente combustão gerada no Maracanã, veio ainda no primeiro tempo, com gols de Lúcio e Romário, que era para encerrar com chave de ouro e deflagrar a catarse pelas ruas da capital fluminense.

"Encerrar" porque, para o Flamengo, todo o segundo tempo pareceu mero protocolo, até que, a cinco minutos do fim do jogo, de repente, não mais que de repente, o que era formalidade transformou-se em agonia, quando surgiu das entranhas da pequena área um bólido roliço chamado Carlos Miguel, para decretar o terceiro título gremista e somar-se ao Papa, Frank Sinatra e Ghiggia na exclusiva lista daqueles que conseguiram silenciar o Maracanã.

Histórico de confrontos decisivos entre Flamengo e Grêmio

Quando o Grêmio se deu bem
Semifinal da Copa Libertadores de 1984
Quartas de final do Campeonato Brasileiro de 1988
Semifinal da Copa do Brasil 1989
Semifinal da Copa do Brasil 1993
Semifinal da Copa do Brasil 1995
Final da Copa do Brasil 1997

Quando o Flamengo levou a melhor
Final do Campeonato Brasileiro de 1982
Oitavas de final da Supercopa Sul-Americana de 1992
Oitavas de final da Copa do Brasil 1999
Semifinal da Copa Mercosul de 2001
Quartas de final da Copa do Brasil 2004

O Flamengo, no entanto, alcançou a consagração no confronto de maior quilate entre as tradicionais camisas, na final do Brasileiro de 1982.



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