Flamengo cita irresponsabilidade de Guerrero em ação na justiça

ESPN: Por Gabriela Moreira

Na ação movida contra Paolo Guerrero na Justiça do Rio, o Flamengo deixa claro a sua análise sobre a conduta do atleta no doping pela seleção peruana. Para o rubro-negro, o jogador foi negligente ao ingerir o chá, tendo contribuído para "macular" a sua imagem no episódio.

O processo corre na 9ª Vara Cível e tem como objetivo condenar Guerrero e sua empresa Paolo Guerrero - Eirelli ao pagamento de R$ 1,8 milhão pelos 121 dias em que o clube não pôde "usufruir" da imagem do jogador, já tendo pago o valor acertado em contrato, um total de R$ 16 milhões.

Foto: Divulgação
Guerrero foi suspenso após ter sido flagrado em exame antidoping que testou positivo para um metabólito da cocaína, em jogo pela seleção peruana nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Ele havia sido suspenso inicialmente por 14 meses pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas uma liminar no Tribunal Federal da Suíça reduziu a pena para seis meses, o que liberou o jogador para atuar no Mundial da Rússia.

Nesta quinta-feira, porém, a liminar foi derrubada, e Guerrero (hoje jogador do Internacional) terá de cumprir os oito meses que ainda restam de suspensão - só voltará aos gramados em abril de 2019.

"Primeiramente, a partir dos termos da Cláusula 2.2 do Contrato de Imagem, possível afirmar que o Guerrero descumpriu uma das obrigações contratuais expressamente previstas ao macular a sua imagem de atleta profissional de futebol mediante a ingestão de substância proibida, mormente considerando que algumas medidas poderiam ter sido adotadas para evitar o ocorrido (conforme restou consignado pela FIFA em seus pronunciamentos)", afirmaram os advogados na ação.

O que constava no contrato de imagem do atleta: "Manter íntegra a sua imagem de atleta profissional de futebol, abstendo-se de praticar qualquer ato contrário à proibidade, à moral e aos bons costumes ou que possa afetar de forma negativa sua imagem, assim como a o CRF e/ou dos seus patrocinadores, sob pena de pagamento, por parte do ATLETA, de eventuais perdas e danos (SIC)".

Para o clube, o doping trouxe prejuízo também à imagem do Flamengo:

"Além de o fato ter repercutido negativamente – não apenas na imagem de Guerrero, como também do Flamengo –, diante do resultado adverso, Guerrero foi suspenso pela Associação Internacional de Federações de Futebol (“FIFA”) pelo prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir de 03.11.2017".

Para atribuir a negligência do atleta, os advogados se basearam nas explicações que o peruano deu ao Tribunal Suíço ao reconhecer que não verificou a composição do chá que tomou, embora não quisesse melhorar sua performance: "Por outro lado, visto que Guerrero teria sido negligente ao deixar de verificar a composição do chá à luz das normas antidoping".

Paolo Guerrero maculou sua imagem de jogador profissional, diz Flamengo em processo

Além dos prejuízos à imagem, na ação, os advogados frisam os prejuízos técnicos da ausência do atleta:

Para Flamengo, Paolo Guerrero foi 'negligente' em caso de doping Reprodução
O processo também explica o cronograma de pagamentos dos direitos de imagem ao atleta, veja:

- R$ 2 milhões à vista na assinatura do contrato

- R$ 2,8 milhões na publicação de seu registro no BID da CBF
- R$1,2 milhão até 15/03/2016
- R$ 2,5 milhões em 15/09/2016
- R$ 2,5 milhões em 15/03/2017
- R$ 2,5 milhões em 15/09/2017
- R$ 2,5 milhões em 15/03/2018

Já que o clube não pôde "usufruir" da imagem do jogador, já tendo pago o valor acertado em contrato, um total de R$ 16 milhões.



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