Flamengo gera R$ 13,9 milhões de bilheteria, mas fica só com 20%

JORGE NICOLA: O Flamengo é, de longe, o clube que mais levou torcedores a seus jogos no Brasileirão. Foram 428.365 pagantes nas nove partidas como mandante, com média de 47.596 pessoas. O público de quase meio milhão assegurou uma arrecadação bruta de R$ 13,9 milhões. E é aí que reside o problema diante de números tão significativos.

Por causa de todos os descontos do Maracanã, o Rubro-Negro só ficou com 20,4% da bolada, ou seja, R$ 2,8 milhões. É como se o Flamengo tivesse direito a receber a renda de apenas um a cada cinco jogos realizados no maior estádio do país.

A situação se torna ainda mais grave se comparada à realidade dos outros times que brigam com o Fla pelo status de clubes com maior receita bruta com bilheteria: Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Grêmio. Destes, quem leva para casa uma fatia mais significativa da renda é o Grêmio: 75%. Na sequência, aparecem São Paulo (com 68%), Corinthians (66%) e Palmeiras (63%).

Tocida do Flamengo (wallpaper) - Foto: Magalhães Jr/Gazeta Press
A última partida do Flamengo no Maracanã pelo Brasileirão explica o tamanho dos descontos. A vitória por 4 a 1 foi assistida por 53.591 pagantes e teve bilheteria bruta de R$ 1,5 milhão. Porém, com todos os descontos, sobraram apenas R$ 299 mil. Ou seja, as despesas somaram R$ 1,2 milhão.

O custo operacional do jogo foi de R$ 407 mil. Soma-se a isso o aluguel do Maracanã de R$ 225 mil, contas de consumo na ordem de R$ 150 mil, INSS de R$ 75 mil, taxa da Ferj de R$ 74 mil… Abaixo, a parte das despesas do boletim financeiro da partida.

QUAL % DA RENDA BRUTA FICA PARA O CLUBE:

– Grêmio: 75% (R$ 5,4 milhões líquidos de R$ 7,2 milhões)
– Chapecoense: 70% (R$ 1,4 milhões de R$ 2 milhões)
– São Paulo: 68% (R$ 5,1 milhões de R$ 7,5 milhões)
– Corinthians: 66% (R$ 8,4 milhões de R$ 12,8 milhões)
– Cruzeiro: 66% (R$ 2,1 milhões de R$ 3,2 milhões)
– Internacional: 64% (R$ 3,6 milhões de R$ 5,6 milhões)
– Palmeiras: 63% (R$ 9,2 milhões de R$ 14,7 milhões)
– Sport: 60% (R$ 1,2 milhões de R$ 2 milhões)
– Atlético-MG: 59% (R$ 1,9 milhões de R$ 3,2 milhões)
– Ceará: 58% (R$ 2,2 milhões de R$ 3,8 milhões)
– Bahia: 40% (R$ 1,2 milhões de R$ 3 milhões)
– Paraná: 29% (R$ 525 mil de R$ 1,7 milhões)
– Santos: 26% (R$ 657 mil de R$ 2,5 milhões)
– Vitória: 26% (R$ 189 mil de R$ 716 mil)
– Flamengo: 20% (R$ 2,8 milhões de R$ 13,9 milhões)
– Atlético-PR: 17% (R$ 283 mil de R$ 1,7 milhões)
– Vasco: 0,1% (R$ 4 mil de R$ 3,1 milhões)
– Fluminense: 0% (R$ -356 mil de R$ 5,8 milhões)
– América-MG: 0% (R$ -462 mil de R$ 494 mil)
– Botafogo: 0% (R$ -1,7 milhões de R$ 1,4 milhões)

É como se o Flamengo tivesse direito a receber a renda de apenas um a cada cinco jogos realizados no maior estádio do país.


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