Flamengo mira o retorno à elite do voleibol

SAÍDA DE REDE: Os amantes mais antigos do vôlei ainda devem se lembrar da série final da Superliga Feminina 2000/2001. Foram quatro jogos disputadíssimos promovendo o encontro de dois clubes tradicionais: Flamengo e Vasco. Pela equipe rubro-negra, nomes conhecidos como Leila e Virna lideravam o grupo comandado por Luizomar de Moura, que também contava com Soninha, Arlene, Gisele, Valeskinha, Tara Cross, Ciça, Eth, Priscila e Josiane como líbero. Do outro lado da quadra, estavam Fernanda Venturini, Sandra, Ida, Denise Souza, Raquel, Rosângela, Flúvia, a crota Natasha Leto (posteriormente, Osmokrović), além das então novatas e futuras campeãs olímpicas do voleibol Fabi e Sassá.

Foto: Staff Images
O título da competição foi decidido no quarto jogo, em um Maracanãzinho lotado, com mais de 8,6 mil pessoas. Após um tie-break eletrizante, o Flamengo derrotou seu rival por 17 a 15 e levantou a taça da Superliga, enlouquecendo os torcedores do ginásio.

Torcedores estes que tiveram um motivo especial para comemorar na última semana: o retorno do voleibol feminino adulto do clube. Liderado pelo técnico Alexandre Ferrante, o time foi montado para disputar a Superliga B e busca o acesso à elite do vôlei brasileiro.
Entre as integrantes da equipe, estão atletas como Nayara Felix (capitã) e Natasha Valente, que estavam no Renata Valinhos, a oposta Angélica Caboclo, repatriada após uma temporada em Israel, as levantadoras Rafaela Lima (ex-Fluminense) e Thaís Oliveira (ex-Sesi-SP), as centrais Juliana Mello, vinda do Vôlei Nestlé e Luiza Scher, que já fez parte da base do Sesi-SP, além da líbero Fernanda Oliveira, que estava no tricolor carioca.

Essas jogadoras e outras novatas, tiveram a oportunidade de vivenciar uma integração com Leila e Virna. As medalhistas olímpicas apareceram de surpresa em uma visita que o novo time fez ao Fla Memória, museu do clube. Enquanto estava passando um vídeo da final entre Flamengo e Vasco, as referências daquela conquista entraram na sala e puderam contar um pouco de toda a trajetória até levantarem o caneco, em 2001.

É com esse sentimento que o técnico Alexandre Ferrante pretende alcançar as primeiras metas do time.

"O objetivo principal é a busca da ousada classificação para a Superliga A em uma chance só. Entretanto, há etapas a serem ultrapassadas, representadas por dois momentos muito difíceis: a classificação para a disputa da Superliga B, através da Superliga C, competição sobre a qual não temos sequer noção sobre o formato da disputa e a ida para a final da Superliga B, que nos qualificaria para o objetivo principal. As perspectivas de continuidade do projeto, em função da eventual entrega do objetivo, ficam a cargo da decisão institucional do clube. Torço para que, no momento da decisão pela continuidade, possamos contar com a mesma confiança depositada neste momento. Continuarei fazendo o possível e o impossível para merecer a referida confiança", destacou.

O treinador também explicou como foi a montagem do elenco.

"Muito embora não houvesse a menor chance de naquele momento haver uma equipe adulta, quando cheguei ao Flamengo há duas temporadas com o objetivo de trabalhar na reorganização do trabalho de base, eu já vinha observando vários jogos para ter segurança, caso viesse a necessitar tomar decisões de montagem de elenco em qualquer que fosse a equipe que eu viesse a dirigir posteriormente. Sendo assim, mesmo atuando ultimamente como gestor da modalidade, isto não me tirou o DNA de treinador. No fundo, no fundo, eu acreditava que haveria de conseguir ajudar o Flamengo na tomada de decisão de ter uma equipe adulta. À luz desse cenário, fui muito criterioso na escolha das atletas, selecionando aquelas que melhor se adaptariam à história do nosso projeto. O segredo de um bom elenco, que acabou se viabilizando, foi mesclar atletas de qualidade que também sejam capazes de se afinar com a missão de devolver ao Flamengo o lugar de onde jamais deveria ter saído", explicou.

Alexandrinho, como é conhecido nos bastidores, ainda mostrou-se empolgado e espera contar com um diferencial para suas futuras missões.

"O sentimento das pessoas dentro da Gávea é muito legal, em especial daqueles com os quais convivi ao longo do processo que culminou com a montagem da equipe. Uma energia muito legal e contagiante de reconhecimento pela luta em viabilizar o projeto. Quanto ao apoio da torcida, desde que façamos bem o nosso trabalho, é muito bom poder ter ao seu lado aquela que deve ser uma das maiores, podendo ser a maior torcida do mundo, orgulho de qualquer amante do esporte", finalizou.

Alexandrinho, como é conhecido nos bastidores, ainda mostrou-se empolgado e espera contar com um diferencial para suas futuras missões.

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