Gilmar Ferreira reprova críticas do Presidente do Flamengo a Tite

GILMAR FERREIRA: O cartola brasileiro segue sendo representado por híbridos que nascem do cruzamento de políticos amadores com espertalhões profissionais.

E que se reproduzem em velocidade assustadora, sob falsos discursos moralistas, segurando a bandeira do clube que representam.

Se autodenominam porta-vozes da nação que os sustenta no poder e repetem um mantra da salvação capaz de convencer o mais cético dos críticos.

Dali para a Câmara dos Deputados ou Senado Federal, é um pulo...

E assim o país navega, fabricando essa casta que está aí na cara de todo mundo às vésperas de mais uma eleição para novos governantes...

Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello - Foto: Marcio Fabian
Essa semana, o presidente do Flamengo Eduardo Bandeira oficializou sua candidatura a deputado federal em meio à discussão sobre a convocação do meia Lucas Paquetá para os dois primeiros amistosos da seleção brasileira no pós-Copa, contra Estados Unidos e El Salvador.

Polêmica na medida para que o cartola rubro-negro bradasse contra a CBF, "a Geni do futebol brasileiro", agindo em nome das cores que representa.

Mas sem reflexão ou compromisso com o todo.

Apenas no exercício político do "farinha pouca meu pirão primeiro...".

O desconforto causado com a convocação de jogadores de clubes envolvidos com as semifinais da Copa do Brasil, como Flamengo, Corinthians e Cruzeiro, é apenas mais um problema causado pelo calendário ao qual seus times são submetidos.

E é covardia e casuísmo culpar o técnico da seleção pela inclusão deste ou daquele jogador – como se fosse ele o perverso da vez.

As datas são reservadas pela Fifa para que seleções do mundo inteiro se reúnam em confrontos dos mais variados – agradando a gregos e desagradando a troianos.

E não importa se os adversários do time de Tite sejam de pouca representatividade no cenário mundial.

É o que restou e o que marcará este próximo ciclo até a Copa do Qatar, em 2022.

Com os europeus presos à primeira edição da Copa das Nações e as africanos concentrados nas eliminatórias para a Copa da África, não sobra outra opção aos representantes das Américas senão preencher as datas previstas pela "entidade mãe" com jogos entre si ou se confrontos com seleções da Ásia ou Oceania.

Duro, triste – mas necessário.

O discurso do político Bandeira, portanto, não deveria ser pelo Flamengo e contra a seleção, mas por um calendário menos nocivo, mais humano e lúdico.

Ganharíamos todos...

Não deveria ser pelo Flamengo e contra a seleção, mas por um calendário menos nocivo, mais humano e lúdico.

Postar um comentário

[facebook]

FlamengoResenha

{facebook#https://www.facebook.com/FlamengoSouRubroNegro} {twitter#https://twitter.com/FlamengoResenha} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/107993712547525207446} {youtube#https://www.youtube.com/channel/UCiHkjDj2ljgIbiv_zUvdG6g/videos}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget