Grêmio cansou porque ficou correndo atrás do Flamengo

ZERO HORA: DIOGO OLIVIER

Já falamos bastante sobre o empate em 1 a 1 de Grêmio e Flamengo, um jogo cheio de variações e momentos diferentes. No primeiro tempo, o Grêmio vai para o intervalo com 1 a 0 no placar e mais volume.

Teve superioridade sobre o adversário, ainda que a posse de bola tenha sido quase a mesma e Marcelo Grohe tenha feita defesas importantes. O Grêmio foi atacado, portanto, embora tenha agredido mais. Nos 45 minutos iniciais, somou 14 a 7 em finalizações.

Eis aí a mudança crucial da segunda etapa.

Jogadores do Flamengo comemorando gol contra Grêmio - Foto: Gilvan de Souza
O Grêmio termina a partida com as mesmas 14 finalizações, mas vê as conclusões do Flamengo subirem para 24.  A posse carioca fecha em 58%. É raro o Grêmio não ter a bola. No conjunto da obra, portanto, o Flamengo foi superior. O empate nos acréscimos foi fruto de mérito e não de acaso, assim como o lingo gol de Luan, em jogada cerebral de Leo Moura e Ramiro, além da leitura do próprio Luan de se posicionar na área a fechar a triangulação com um chute seco.

A polêmica da hora é a parte física. O Grêmio mostrou cansaço no segundo tempo. Mas como, se usou reservas no domingo, enquanto o Flamengo escalou titulares?

Muita calma nessa hora.

A estratégia usada pelo Grêmio quanto ao calendário este ano é a mesma que o tirou da fila de 15 anos sem títulos e depois lhe deu Libertadores, Recopa e Gauchão. Não pode estar tudo errado em razão de um jogo.

Outro ponto importante. O preparador físico gremista, Rogério Dias, é excelente. Tanto que trabalhou com Fábio Mahseredjian antes da Copa, ajudando-o na preparação pré-Rússia, sendo convocado várias vezes.

O Grêmio cansou cansou no segundo tempo porque teve de correr atrás do Flamengo e, também, por alguns jogadores egressos de parada, como Leo Moura e Everton, que teve conjuntivite, além de Marcelo Henrique sem ritmo. O Grêmio não está acostumado a  correr atrás do adversário, mas forçá-lo a isso. Exagerou na estratégia de dar a bola ao Flamengo e reagir no contra-golpe. Fez isso e não mais a encontrou.

O Grêmio se acostumou ao contrário: os adversários, na Arena, procurarem seus jogadores sem achá-los. E correr atrás sem achar a bola cansa. O pecado foi, na segunda etapa, radicalizar na estratégia de dar a bola ao Flamengo e apostar só no contra-ataque. Uma coisa é dar a posse para a Chape, Atlético-MG ou até Corinthians. Outra é fazer isso com o Flamengo, cheio de jogadores de habilidade.

O confronto está aberto.

Apesar do gosto de derrota  que ficou  para o Grêmio pelo empate do Flamengo no finzinho, nada está decidido. O fator local, para o time de Renato, tem se revelado menos decisivo em mata-mata.

Sem o gol qualificado que o Flamengo teria, mas não tem mais com a mudança no regulamento, está tudo igual. A menos que Everton seja mesmo desfalque daqui a uma semana, reduzindo o poder de ataque diante de um Flamengo que vai para o Maracanã com a confiança de ter jogado melhor na casa do adversário.

Apesar do gosto de derrota que ficou para o Grêmio pelo empate do Flamengo no finzinho, nada está decidido.



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