Guerrero foi apenas mais um jogador na história do Flamengo

GOAL: Por Bruno Guedes

Acabou o caô. Após três anos, Paolo Guerrero deixou o Flamengo e foi para o Internacional. Se não deixou saudades, o peruano nem de longe fracassou. Entretanto, no Brasil, até nos clubes há uma tendência por buscar vilões. E querem que ele, injustamente, seja mais um.

Quando o Rubro-Negro contratou Guerrero sabia que suas muitas convocações o atrapalhavam a ter uma sequência permanente de jogos. Por ser o maior nome da Seleção do Peru, o atacante perde muitas partidas. Já era um problema no Corinthians. E foi justamente lá que se criou a imagem de artilheiro, coisa que nunca foi. Porém, por causa do gol no Mundial de 2012, contra o Chelsea, fez-se uma falsa imagem de que era um “camisa 9 clássico”.

Guerrero deixou o Flamengo - Foto: Divulgação
Como mostramos aqui na coluna há dois anos, Paolo jamais foi um goleador. A média de gols na carreira do jogador é de 0,39 por jogo, são 245 tentos em 625 partidas. No Parque São Jorge anotou 52 gols em 126 partidas, com média de 0,41. No Flamengo, até a sua punição por doping, tinha a maior média da sua carreira, com 0,43 gols por partida.

Em 2017 chegou a realizar sua temporada mais artilheira no Brasil, com 20 em 44 jogos, elevando-a para 0,45. Todavia, após se afastar dos gramados pelo castigo citado, voltou marcando um tento nas sete vezes que entrou em campo. Derrubando sua média para 0,38. Para efeito de comparação, Henrique Dourado, que chegou há apenas oito meses, mantém a sua em 0,34, com 10 gols em 29 jogos.

Só que o Guerrero conquistou apenas um Campeonato Carioca. E aí entra o problema. A ausência de títulos desse Flamengo atual é um moedor de ídolos. Além dele, outros atletas acabam ganhando ares de derrotados ou fracassados, algo injusto, por causa das conquistas que não acontecem. Diego sofre do mesmo fantasma. Ambos, com nomes de peso e salários altos, são sempre os primeiros a serem cobrados e "pegos para Cristo".

O peruano não deixará saudades. Mas também levará para sempre o nome do Flamengo. Foi assim que o clube garantiu expansão da sua marca no Peru, chegando a lançar camisa com sua fornecedora, em 2015, voltada exclusivamente para aquele país. E claro, como é tradição nas torcidas cariocas, ganhou um funk personalizado.

Porém Guerrero é o grande símbolo da mudança do clube. Sua contratação, pelas cifras envolvidas, foi o marco da alteração de política de reforços. Saindo dos desconhecidos e baratos, para os famosos e caros.

Só que agora o caô acabou. Sem saudades. Sem drama. Foi apenas mais uma página no livro da História do Flamengo, mas não digno de um capítulo.

Entretanto, no Brasil, até nos clubes há uma tendência por buscar vilões. E querem que ele, injustamente, seja mais um.

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