Inter descobre como age empresário, e gera receio por Guerrero

UOL: Dois dias depois de a ida de Paolo Guerrero ao Internacional ser dada como fechada, o negócio ganhou contornos de indefinição. O clube gaúcho se fechou, pessoas ligadas ao atacante sinalizaram outros caminhos e o histórico e o assédio que envolvem a novela deixaram a contratação, ainda não formalizada, ficar em dúvida.

O Inter ainda conta com Guerrero e confia que a transação será concretizada em breve. Nos bastidores, porém, há a sensação de que clubes que queiram atravessar o negócio ainda têm espaço de manobra.

A principal ameaça é de um clube árabe, cujo nome não foi divulgado, que quer ter Guerrero e procurou o estafe do jogador. O atacante, porém, não se animou com essa opção. E o Palmeiras, que já conversou sobre o peruano, também é apontado por alguns dos envolvidos como potencial alternativa, mas nega veementemente qualquer interesse atual.

Foto: Gilvan de Souza
Um dos motivos para o "pé atrás" é o próprio histórico recente da OTB, empresa que gerencia a carreira de Guerrero. O grupo esteve no centro de reviravoltas envolvendo jogadores que já estavam praticamente fechados com um clube, mas acabaram acertando com outro. Alguns exemplos são o lateral Zeca, que chegou a ter a contratação dada como certa pelo Corinthians, mas viu o negócio melar de última hora, e o meia Gustavo Scarpa, que estava encaminhado no São Paulo no início do ano, mas foi parar no Palmeiras.

O passado do próprio Guerrero, de dureza em negociações contratuais, também causa dúvidas. O atacante deixou o Corinthians com a imagem abalada com a torcida por recusar seguidas propostas de renovação, e também caminha para mais uma saída conturbada no Flamengo, após não aceitar reduzir seu salário para estender o vínculo. O contrato com o rubro-negro se encerra nesta sexta-feira (10).

Outra razão para dúvida é a sondagem de outros clubes. O interesse do time da Arábia em Guerrero é de conhecimento do Inter. Já o Palmeiras, atualmente, descarta totalmente a contratação do peruano. Mas antes do avanço do time gaúcho, há cerca de um mês, o alviverde chegou a colocar valores na mesa com o estafe do jogador – em quantias bem abaixo da proposta colorada, que gira em torno de R$ 800 mil por mês somando salário e luvas diluídas. Houve divergências dentro da diretoria palmeirense sobre a contratação do camisa 9, e as conversas não evoluíram.

Apesar de o cenário ter ganhado um grau de incerteza, o mais provável ainda é que Guerrero jogue no Internacional. Pessoas ligadas a lados diferentes da negociação continuam a apontar o clube gaúcho como favorito. O Colorado se acertou com o peruano na quarta-feira (8) e tem como trunfo a presença do executivo Rodrigo Caetano, que foi o responsável por levar o jogador ao Flamengo. Agora, com o contrato com o rubro-negro se encerrando, a novela se aproxima de ter seu capítulo final.


Nos bastidores, porém, há a sensação de que clubes que queiram atravessar o negócio ainda têm espaço de manobra.


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