Interinos salvam última década do Flamengo

TORCEDORES: Por Christian Fuentes

Andrade e Jayme de Almeida garantiram os únicos dois títulos nacionais do Flamengo nos últimos dez anos. Técnicos como Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e Mano Menezes tiveram aproveitamento inferior em relação à todos os interinos efetivados.

Quando um torcedor olha para o banco de reservas do seu time e vê um treinador com inúmeras conquistas ao longo da carreira no comando, naturalmente fica muito otimista, não é? Não o torcedor do Flamengo.

Maurício Barbieri, do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
As últimas experiências que o fãs rubro-negros tiveram com técnicos considerados “medalhões” não foram nada boas, o que explicam a falta de entusiasmo com os grandes nomes. A tendência, inclusive, é que a torcida se empolgue quando um interino for efetivado, visto que nas últimas três ocasiões, os promovidos garantiram duas taças nacionais e duas regionais para o clube carioca. Ao todo, foram quatro dos seis títulos conquistados desde 2009.

Foi justamente em 2009 que o primeiro interino efetivado foi campeão pelo Flamengo. Andrade, campeão de cinco dos seis Campeonatos Brasileiros que o time da Gávea possui, desta vez levantou o caneco como técnico. O ídolo da Nação assumiu o posto após a demissão de Cuca – que ainda não era considerado um “medalhão” – na 13º rodada. Precisou de apenas dois jogos – e duas vitórias – para cair nas graças da torcida, o que acabou, de certa forma, obrigando a diretoria a efetivá-lo. A campanha até o título foi incrível: apenas duas derrotas em 18 jogos. Contudo, mesmo tendo tirado o Flamengo de uma fila de 17 anos, o treinador foi demitido ainda em abril de 2010, com aproveitamento superior a 70%.

Em outubro de 2010, sob a presidência de Patrícia de Amorim, Vanderley Luxemburgo foi contratado. O “Profexô”, como ficou conhecido, conquistou o título carioca de 2011 e foi demitido em maio de 2012, com aproveitamento de cerca de 60%.

Durante a gestão de Bandeira de Mello – que já conta com 22 treinadores diferentes – o primeiro nome de peso para comandar a equipe foi o de Mano Menezes. Técnico campeão paulista, gaúcho e da Copa do Brasil, Mano havia sido demitido da seleção brasileira quando recebeu o convite para dirigir o Flamengo, em junho de 2013. Apenas três meses depois, pediu demissão do cargo. Foram 22 partidas e apenas 50% de aproveitamento.

Em meio à crise surgiu Jayme de Almeida, treinador mais vitorioso da era Bandeira de Mello. O auxiliar herdou o posto máximo do time e conduziu o Flamengo até o título da Copa do Brasil do mesmo ano e do Carioca de 2014. Foi demitido após campanha irregular na Libertadores da América, com aproveitamento de 62,7%.

Para marcar sua reeleição, Bandeira de Mello deu de presente à torcida rubro-negra a contratação do tetracampeão brasileiro Muricy Ramalho. O técnico, que havia sido convidado para dirigir a seleção brasileira antes de Mano Menezes, esteve à frente da equipe por 26 jogos, com apenas 57% de aproveitamento. O trabalho foi interrompido devido a uma arritmia cardíaca sofrida pelo treinador. Após recuperação, Muricy se afastou dos gramados e virou comentarista esportivo do SporTV.

Com a tarefa nada fácil de substituir o multicampeão Muricy Ramalho, Zé Ricardo foi efetivado. Zé foi o interino que ficou mais tempo no comando, de maio de 2016 até agosto de 2017. Deixou como legado a classificação à Libertadores de 2017 e conquista do Campeonato Carioca do mesmo ano. Obteve um aproveitamento de 62,2 % e foi demitido após eliminação ainda na fase de grupo da Libertadores.

Para o lugar de Zé Ricardo o presidente Eduardo Bandeira contratou o colombiano Reinaldo Rueda. O experiente técnico acumulava passagens por seleções, como a da Colômbia, a de Honduras  – onde disputou a Copa de 2010 – e a do Equador.  Em clubes, sua última passagem havia sido no Clube Atlético Nacional de Medellín, na Colômbia, onde foi campeão da Libertadores de 2016 e da Sul-Americana de 2017. No Flamengo, Rueda foi vice-campeão da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, tendo desempenho de apenas 52,6% de aproveitamento. Após longa novela, deixou o clube da Gávea no início de 2017 para assumir a seleção do Chile.

Para dar continuidade ao planejamento de 2018, a diretoria anunciou o técnico Paulo Carpegiani. O treinador, que havia sido contratado para ocupar o cargo de diretor técnico, acumulava duas passagens pelo Flamengo. Com a conquista dos títulos da Libertadores e do Mundial Interclubes, os mais importantes da história do clube, em 1981, tornou-se o técnico mais vitorioso da equipe rubro-negra. Apesar do bom aproveitamento – cerca de 70% -, foi demitido após cair na semifinal do campeonato carioca, diante do Botafogo. Entre os nomes considerados de ponta, Carpegiani foi o que obteve os melhores números.

Enquanto aguardava a chegada de outro treinador, o Flamengo foi comandado pelo interino Maurício Barbieri. A demora em anunciar o substituto de Carpegiani fez com que Barbieri tivesse sequência de jogos e conquistasse bons resultados. Depois de 19 partidas e de levar o time à liderança do campeonato nacional, Maurício Barbieri foi efetivado. A sequência do trabalho continuou muito boa, inclusive na Libertadores, onde o rubro-negro carioca conseguiu classificação às oitavas de final após oito anos. Quanto à performance no Campeonato Brasileira, seguia cada vez melhor. Mesmo depois da queda de rendimento após a Copa e a recente perda da liderança, a equipe comandada por Maurício conseguiu sua melhor campanha em um primeiro turno.

Técnicos como Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e Mano Menezes tiveram aproveitamento inferior em relação à todos os interinos efetivados.



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