Mesmo fora, números do Flamengo contra o Grêmio impressionam

EXTRA GLOBO: Se o empate em 1 a 1 deixa tudo aberto entre Flamengo e Grêmio na disputa por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil, os números da partida em Porto Alegre mostram o Rubro-negro na frente. Como já havia antecipado em sua entrevista na véspera do jogo, o técnico Maurício Barbieri tentou fazer Renato Gaúcho provar de seu próprio veneno. E conseguiu.

Domínio de jogo, troca de passes incessante e ofensividade. Foi o que o Flamengo apresentou na Arena. Mesmo visitante, o Rubro-negro registrou 523 passes certos contra 357 dos anfitriões. E ainda terminou a partida com 58% de posse de bola. Em momentos pontuais da partida, essa superioridade foi ainda maior. Por cerca de cinco minutos, em torno dos 30 do segundo tempo, a equipe carioca chegou a ter 80,85% de posse. Os dados são do Footstats.

Lincoln e jogadores do Flamengo comemorando gol contra o Grêmio - Foto: Gilvan de Souza
Esses números se destacam ainda mais quando se leva em consideração que o adversário é o Grêmio, uma das equipes que mais valorizam a posse de bola no país. O atual campeão da Libertadores faz desse quesito um mantra. Ostenta a impressionante média de 60,8% por partida na edição deste ano do torneio continental. E, no Brasileiro, é o melhor , com 56,6%.

— O mérito do Flamengo foi não dar o espaço que o Grêmio normalmente tem, de não deixá-lo confortável. A gente fez isso no jogo todo. Apareceu um pouco mais no final do segundo tempo, mas no primeiro tempo também foi assim. Tivemos um volume muito grande e até seria injusto se não conseguissemos marcar o gol . Sei que essa questão de justiça nem sempre aparece no futebol. Mas a gente teve volume, intensidade e números para buscar a vitória.

O Flamengo não só teve volume, mas também levou perigo. É bem verdade que, até os 15 do segundo tempo, a agressividade não foi o forte dos rubro-negros. Mas com a entrada de Vitinho, o time ganhou mais uma opção. O Grêmio acabou dando mais espaços e, nos minutos finais, passou um sufoco com o ataque rubro-negro. Ao todo, os cariocas deram oito chutes na direção do gol contra quatro dos gremistas.

— O Renato é um grande treinador. Acho que, muitas vezes, se cria um personagem ao redor dele. Mas é evidente que o time é muito bem treinado, que existe um trabalho por trás dessa equipe. É a atual campeã da Libertadores. E o Flamengo é uma equipe que, sem dúvida, pelas características dos jogadores, gosta de ter a bola sim. Mas que também sabe jogar sem ela. O Grêmio é muito qualificado, criou problemas para nós. Mas mais uma vez, em linhas gerais, conseguimos fazer um jogo muito bom. Saio bastante satisfeito — disse Barbieri, que, apesar da comemoração, entende que a disputa ainda não está decidida:

— Resultado deixa tudo aberto. Eles têm muita qualidade para fazer um jogo duríssimo lá (no Maracanã). Fomos superiores em muitos momentos. O primeiro jogo traz muito aprendizado. Ter nossa torcida ao nosso favor pode ter peso grande.

O duelo de volta será no dia 15. Antes disso, no sábado, as duas equipes se enfrentam pelo Brasileiro, novamente na Arena.

Domínio de jogo, troca de passes incessante e ofensividade. Foi o que o Flamengo apresentou na Arena do Grêmio.



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