Nead da NBA no Brasil revela expectativa para Orlando x Flamengo

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Enéas Lima

O Flamengo voltará a participar da pré-temporada da NBA e irá enfrentar o Orlando Magic, no dia 5 de outubro, na Flórida. O blog Garrafão Rubro-Negro realizou uma entrevista exclusiva com Rodrigo Vicentini, head da NBA no Brasil, que explicou a escolha do clube da Gávea para esse confronto e sobre o atual momento do basquete brasileiro tanto no que se refere aos clubes e a Liga Nacional de Basquete.

Confira a entrevista na integra:

Foto: Divulgação
Primeiramente, Rodrigo Vicentini quais são as expectativas da NBA sobre esse jogo da pré-temporada entre Orlando Magic e Flamengo, em outubro? As informações sobre a venda de ingresso que vocês tiveram acesso sobre essa partida são animadoras?

“Estamos felizes em ter, uma vez mais, uma equipe brasileira participando da pré-temporada da NBA. Temos expectativas muito positivas, esta será a terceira vez que um time do Brasil viaja aos Estados Unidos, além da realização do Global Games, em 2015. Em 2014, quando o Flamengo foi pela primeira vez, o jogo contra o Orlando foi o de maior público até hoje do Magic numa partida de pré-temporada. Uma das coisas que mais marcou aquele confronto foi a surpresa e a alegria do pessoal do Orlando em ver como torcem os brasileiros. Quando vieram ao Brasil, puderam ter uma experiência diferente de todas que já haviam tido. Os ingressos foram colocados à venda há poucas semanas, ainda não temos um balanço para apresentar. Será uma oportunidade muito valiosa para Flamengo e Orlando de estreitar ainda mais a relação que já existe entre as equipes e o basquete dos dois países."

Muitos fãs do basquete brasileiro se perguntam a escolha do Flamengo como clube brasileiro para esse jogo de pré-temporada da NBA, como a NBA Brasil descreveria essa escolha pelo Flamengo para esse duelo contra o Orlando Magic?

“Jogos internacionais, sejam eles de pré-temporada ou de temporada regular, são planejados com bastante antecedência. É um planejamento de meses, que começa, normalmente, no início do ano, envolve muita gente e muitos detalhes. No começo do ano, colocamos esse assunto na mesa e o Orlando demonstrou interesse em receber o Flamengo, novamente, para um jogo na pré-temporada. É um confronto que já possui uma história, de duas partidas, equipes que já possuem uma relação e teremos mais um encontro entre eles. A cidade de Orlando é um dos destinos preferidos dos brasileiros quando viajam aos EUA, por seus parques, pelo lazer, pelas compras e, hoje em dia, também pelas opções de eventos esportivos. Assistir a um jogo da NBA faz parte do roteiro de viagem do brasileiro e o Magic tem identificado que o número de turistas do Brasil é cada vez maior. Acho que, mais do que uma oportunidade para o Flamengo, esta é, sim, mais uma grande oportunidade para o basquete brasileiro de se fazer presente na NBA, reafirmar sua força e qualidade com um representante na pré-temporada da liga.”

O Rio de Janeiro foi sede de alguns jogos de pré-temporada da NBA nos últimos anos, inclusive contando com a participação do Flamengo. A NBA em médio prazo pode voltar a realizar jogos de pré-temporada dentro do Brasil ou você acredita que a falta de ginásios com estrutura para receber os jogos é um fator que pesa contra?

“A arena tem que atender às necessidades de um jogo da NBA. Isso é primordial para que possamos dar ao fã aquilo que ele encontra nos Estados Unidos e Canadá: a experiência. E quando falamos de experiência, isso tem a ver com conforto, com organização, com ‘pensar’ em todos os detalhes. O Brasil hoje, apesar de ter bons equipamentos, infelizmente não possui muitas opções de arenas aptas para uma partida oficial. A Arena da Barra, aqui no Rio de Janeiro, é, talvez, a única que reúna todas as condições, fato é que ela foi usada para os três eventos de pré-temporada que realizamos em 2015, 2014 e 2013. O Brasil foi privilegiado por ter recebido três partidas em três anos consecutivos, isso aconteceu em poucos países no mundo até hoje, e o número de jogos de Global Games diminuiu bastante nos últimos anos. Temos planos, sim, de trazer outro evento para o Brasil, mas isso não tem data, não é algo para um futuro próximo. Além disso, é importante destacar que hoje a NBA promove diversos eventos e ações ao longo do ano no país. Tivemos, por quatro anos, a plataforma NBA3X, que chegou a várias cidades, tivemos a 'NBA House' durante as Olimpíadas Rio-2016, que foi eleita a 'Melhor Casa Temática' por voto popular em meio a 56 casa, investimos em campanhas, na abertura de lojas físicas, em camps e núcleos de escolinha de basquete, no espaço NBA Fan Zone, como durante o Rock in Rio 2017, na casa das Finais em São Paulo nos últimos dois anos, promovendo a jr. nba League em São Paulo, nosso campeonato escolar com 42 equipes e cerca de 650 jovens, entre outras iniciativas que visam criar ambientes de experiência e pontos de conexão dos fãs com a liga.”

O basquete brasileiro teve a retirada da suspensão definitiva da FIBA e a Liga Nacional de Basquete se consolida como uma peça importante na valorização do esporte, como a NBA vê esse atual momento que atravessa o basquete dentro do Brasil?

“Para crescer, o esporte precisa estar unido e organizado. Isso é fundamental. Se o basquete nacional estiver forte, bem estruturado, se tivermos as entidades que gerenciam o esporte no país saudáveis, operando da maneira correta no desenvolvimento da modalidade, ele se torna um produto atrativo. Temos jogadores de talentos, na NBA, no NBB e na Europa, um trabalho que vem sendo feito para a recuperação na CBB e um produto como o NBB fortalecido. Isso é importante para os profissionais que vivem no basquete, para os clubes que investem, para os fãs, para os patrocinadores, que voltam a enxergar o esporte como uma boa maneira de expor suas marcas, e para a mídia. Todos saem ganhando."

A NBA tem algum projeto ou intenção de estreitar laços e firmar parcerias a curto e médio prazo com os clubes brasileiros com objetivo de valorização do esporte dentro do Brasil?

“A NBA vem fazendo isso desde 2012, quando abriu o escritório no Brasil. Temos buscado nos aproximar e trabalhar cada vez mais em parceria as entidades locais e com os clubes, e isso vem das ações de ‘melhores práticas’ que temos promovido com a vinda de profissionais de várias áreas para o Brasil, eventos, clínicas, seminários, jogos e as mais diversas ações. No fim de 2014, assinamos um acordo com a LNB que começou como uma parceria na gestão da área comercial e que, hoje, expandiu para diversos departamentos, dentro e fora de quadra. Isso vem proporcionando às equipes também oportunidades de intercâmbio para seus profissionais, como nas viagens para a Summer League, os jogos contra equipes da NBA na pré-temporada nos EUA, como já aconteceu com Flamengo e Bauru, clínicas para técnicos e fisioterapeutas, os seminários de Marketing... Temos conversado muito sobre outros projetos e sabemos que, trabalhando em conjunto, o basquete brasileiro vai seguir crescendo. E, com o basquete crescendo, a modalidade fica mais forte.”

E sobre o atual momento do basquete brasileiro tanto no que se refere aos clubes e a Liga Nacional de Basquete.

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