No Brasil, VAR não terá árbitro exclusivo para impedimento

MARCEL RIZZO: O árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) na Copa do Brasil não terá um profissional exclusivo para analisar lances de impedimento, como na Copa do Mundo da Rússia. Serão três juízes na cabine avaliando as imagens, um a menos do que no Mundial da Fifa. Segundo a CBF, o trio terá funções múltiplas.

Na Copa do Mundo, o chamado AVAR2 (Assistente do árbitro de vídeo 2) era unicamente responsável por analisar câmeras exclusivas e posicionadas para detectar lances de impedimento. A tecnologia usada na cabine de VAR na Rússia tinha imagens em 3D que ajudavam ao profissional detectar essa infração.

Foto: Divulgação
A CBF vai entrar no mundo do árbitro de vídeo nesta quarta (1), com três jogos da Copa do Brasil (com mais um na quinta), seu torneio mata-mata, e usará as câmeras da transmissão da televisão. Terá uma posicionada, em cada meta, para detectar impedimentos, como é de praxe nessas exibições, mas não usará o tira-teima, a linha feita por computador que a TV Globo coloca para avaliar se houve ou não o impedimento em lances duvidosos.

''O AVAR, o assistente, que escalamos é um especialista e entre as funções dele estará analisar lances de impedimento. Mas todos treinaram para múltiplas funções. Na Copa do Mundo, eram 33 câmeras por isso houve uma outra divisão na função de cada árbitro na cabine de vídeo'', explicou Sérgio Corrêa, um dos responsáveis pela implantação do VAR na CBF.

A entidade estima que, em média, serão 16 câmeras por partida — metade, portanto, do usado na Copa do Mundo. O número varia porque vai depender da plataforma na qual a partida será transmitida. Na TV aberta (Globo) há um número diferente de câmeras da TV fechada (SporTV) e do Premiere (pay-per-view).

Na sua primeira escala de árbitro de vídeo, a CBF optou por colocar árbitros de campo experientes como apoio ao VAR líder, o que comanda a cabine e se comunica com o juiz de campo. Para o líder e para o AVAR escolheu profissionais que considera no momento especialistas no assunto.

Bruno Boschilia (Corinthians x Chapecoense), Alex Ang Ribeiro (Grêmio x Flamengo), Helton Nunes (Santos x Cruzeiro) e Ivan Bohn (Bahia x Palmeiras) têm nomes desconhecidos de grandes jogos, mas na avaliação da confederação estão aptos a trabalharem como AVAR, que será responsável por avaliar as câmeras enquanto o líder se comunica com arbitragem e com o apoio de experientes árbitros de campo.

Como mostrou o blog na semana passada, um dos pontos discutidos é tentar diminuir ao máximo o tempo de análise de imagens, para menos de um minuto se possível. Para isso, a ideia é que os árbitros na cabine possam decidir sobre um lance duvidoso sem a necessidade daquele de campo ir até a beira do gramado ver o monitor.

A tecnologia usada na cabine de VAR na Rússia tinha imagens em 3D que ajudavam ao profissional detectar essa infração.

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