O Flamengo foi um gigante em Porto Alegre

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Não é que o time tenha sido perfeito. Tomamos um gol em jogada de Léo Moura, o único lateral em atividade no Brasil que já poderia ter se aposentado pelo INSS. Erramos um volume perturbador de passes no meio campo e Uribe fez uma partida tão ruim que em dados momentos tivemos medo que ele tirasse uma máscara e fosse na verdade Henrique Dourado. Mais uma vez, ficou claro que nossos laterais, apesar de esforçados, não sabem cruzar e que talvez o Flamengo apenas não funcione com um centroavante de ofício, fazendo mais sentido ter um jogador com mais mobilidade lá na frente.

Porque, como eu disse, o Flamengo não é um time perfeito. Mas mais do que nunca, nessa noite de quarta-feira em Porto Alegre, o Flamengo de 2018 mostrou que é sim muito Flamengo.

Flamengo comemorando gol contra o Grêmio - Foto: Pedro Martins
É muito Flamengo porque em nenhum momento se perdeu, partiu para o chuveirinho, abandonou seu projeto de jogo. Mesmo após o baque inicial do gol o time voltou a colocar a bola no chão, buscar o passe, tentar a armação de jogadas, sem em nenhum momento deixar de jogar de igual pra igual com o Grêmio, mesmo fora de casa, mesmo com o estádio lotado, mesmo diante do atual campeão da Libertadores.

É muito Flamengo porque em nenhum momento faltou vontade. Mesmo diante dos erros de passe, mesmo diante dos cruzamentos que não chegavam nem no mesmo CEP dos atacantes, o que você via era um time coletivo, dedicado, onde todos corriam e mesmo quem estava correndo absolutamente errado não parava de correr por nenhum segundo.

É muito Flamengo porque no segundo tempo a equipe engoliu o Grêmio. Fora de casa, contra uma equipe perigosa, o Flamengo não se contentou com uma derrota magra para reverter em casa, o Flamengo não se acovardou, o Flamengo partiu com tudo pra cima e amassou o adversário, que mal passava do meio de campo, até conseguir o gol de empate que ele já tinha merecendo praticamente desde o retorno do intervalo.

E isso é o Flamengo que queremos ver. Existem coisas a melhorar? Claro. Não podemos errar tanto, a questão do centroavante precisa ser discutida, seria legal se alguém acertasse um cruzamento de vez em quando, só pra gente lembrar como é. Mas é cada dia mais clara a evolução. O time tem um padrão de jogo, os chuveirinhos ficaram pra trás, Cuellar a cada dia que passa se mostra uma espécie de avatar do rubro-negrismo, como que alimentado pela força de vontade de cada um de nós. Vitinho já estreou deixando claro que não veio pro Brasil passar férias e talvez Lincoln seja mais uma prova de que a solução que o Flamengo precisa está muito mais próxima do que o próprio Flamengo consegue imaginar.

Alguma coisa está decidida? Claro que não. Garantimos apenas um empate e temos um duro jogo da volta pela frente. Mas o Flamengo jogou como Flamengo, correu como Flamengo, buscou como Flamengo. E quando o Flamengo decide ser Flamengo, meu irmão, é muito complicado alguém segurar.

E quando o Flamengo decide ser Flamengo, meu irmão, é muito complicado alguém segurar.


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