Por menos pontas e mais mobilidade

PERÓN NA ARQUIBANCADA: Nada me irrita mais no futebol atual, principalmente aqui no Brasil, do que a utilização desses tais externos. Ou esses caras que passam os 90 minutos abertos, andando sobre a linha lateral e que não saem dessa faixa – o máximo que acontece e inverter de lado com o companheiro que faz a mesma função do outro lado. E, por favor, não comparem esses caras com os antigos pontas, aqueles jogadores habilidosos que driblavam em um pequeno espaço e serviam os atacantes.

Com a justificativa de que o jogador pode driblar “para dentro” e ter um bom ângulo para o chute, se escala um canhoto pela direita, por exemplo. Perco os meus poucos cabelos quando isso acontece. Pode esquecer, se o jogador não for o Robben (ou seja um fora de série) dificilmente sairá algo de útil. Por exemplo, é duro ver um canhoto todo “torto” pela direita, carregando a bola e sempre parando a jogada para puxar a bola para o pé esquerdo para fazer o cruzamento.

Foto: Divulgação
Aliás, falando em externos é sempre bom dizer que estamos confinando talentos do nosso futebol nos lados do campo. Já acontecia com Vinícius Jr. (Flamengo), agora temos o Rodrygo (Santos), jogadores que renderiam muito mais livres e teriam muito mais facilidades para desarmar o sistema defensivo dos adversários tendo liberdade para atuar. Como externos, eles têm pouco espaço para usar o talento e são marcados com mais facilidade.

Também é preciso dizer que falta personalidade aos jogadores para “desafiar” os treinadores. Eles ficam como cordeirinhos na lateral.

Geralmente, nos times brasileiros, os externos usados ficam muito longe dos demais jogadores de suas equipes. Com eeses jogadores é muito fácil marcar qualquer equipe. Com dois atletas abertos e fixos, qualquer time com duas linhas de quatro, já anula, com facilidade, as jogadas pelo lado. Assim, temos um festival de passes inúteis na faixa central do gramado, nenhuma criação de jogadas, centroavantes isolados e cada vez mais só temos gols em contra-ataques ou de bola parada (não foi exatamente isso que aconteceu na última Copa?).

Os externos também estão acabando com os nossa escola de laterais, que sempre foram eficientes no apoio, um diferencial dos brasileiros que atuam na posição. Em pouco tempo – aliás, o problema já acontece hoje – não teremos mais laterais que saibam apoiar e jogar ofensivamente, teremos apenas zagueiros que atuam pelos lados do campo.

O futebol é um esporte em que os deslocamentos das peças em campo são fundamentais, principalmente no ataque. O que não acontece com o uso dos tais externos. Jogar pelas pontas sempre foi o caminho mais curto para chegar ao gol do adversário. Mas, para isso, não é necessário ter um cara parado e isolado perto da linha lateral durante os 90 minutos.

Mais pitacos: @humbertoperon

Já acontecia com Vinícius Jr. (Flamengo), agora temos o Rodrygo (Santos), jogadores que renderiam muito mais livres.


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