Porque ganhar a Copa do Brasil é tão importante para o Flamengo

UOL: O Maracanã promete pulsar na noite desta quarta-feira (14). Às 21h45 (de Brasília), o Flamengo recebe o Grêmio em busca de uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. O jogo é decisivo, mas vale bem mais para o Rubro-negro do que somente um lugar na próxima fase da competição. Por uma série de circunstâncias, o torneio mata-mata ganhou importância nos bastidores da Gávea.

Com o fim do critério do gol qualificado, o Flamengo precisa vencer para avançar. O primeiro jogo, realizado em Porto Alegre, terminou empatado por 1 a 1. Qualquer nova igualdade no placar levará a decisão da vaga para os pênaltis. O Rubro-negro aposta na união com mais de 50 mil torcedores no estádio para superar os obstáculos e manter vivo o sonho do título.

Não faltam motivos para avançar na Copa do Brasil...

Jogadores do Flamengo na Arena do Grêmio - Foto: Gilvan de Souza
Sonho do tetra após vice-campeonato amargo em 2017

O Flamengo sonha com um título de expressão desde o ano passado. Tricampeão da Copa do Brasil (1990, 2006 e 2013), o Rubro-negro bateu na trave em 2017. Foi vice-campeão do torneio nacional e também da Copa Sul-Americana. A busca pelo tetra segue viva e tem um peso importante por conta da forma como a taça foi perdida na última temporada.

Por falhas no planejamento, o Flamengo sofreu com goleiros em má fase quando mais precisava de segurança no setor defensivo. Thiago falhou já nos últimos minutos do primeiro jogo da final contra o Cruzeiro. Gol de Arrascaeta. Na decisão, no Mineirão, Alex Muralha escolheu o canto direito em todos os pênaltis e foi presa fácil para os cobradores cruzeirenses. O título foi perdido e deixou todos na Gávea com a sensação de que a história poderia ser diferente se o time contasse com um goleiro de confiança na época. Até por isso, o gosto amargo segue no clube. E só uma conquista será capaz de amenizá-lo.

Libertadores ficou difícil, o que aumentou a força da Copa do Brasil

Se foi o algoz no ano passado, o Cruzeiro voltou a causar problemas para o Flamengo recentemente. Na última quarta-feira (8), o time de Mano Menezes venceu por 2 a 0 na primeira partida das oitavas de final da Copa Libertadores. Foi um golpe duro para o Rubro-negro em pleno Maracanã. A competição sul-americana é uma longa obsessão do clube e que esbarra em seguidas eliminações recentes. A possibilidade ainda está aberta, mas sabe-se internamente que a vaga ficou bastante complicada.

É aí que a Copa do Brasil ganha ainda mais força, já que a classificação deixará o Flamengo a quatro partidas da possibilidade de um título importante e com um caminho bem mais aberto do que o apresentado no momento pela Libertadores.

Premiação de R$ 61,9 milhões em caso de título; Vice dará R$ 31,9 milhões

Além do prestígio e da possibilidade de aumentar a galeria de títulos nacionais, o Flamengo busca alguns milhões na Copa do Brasil. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) aumentou de forma considerável a premiação em 2018. Se avançar e terminar com a taça nas mãos, o Rubro-negro embolsará R$ 61,9 milhões em prêmios, além das demais receitas com bilheteria.

Avançar e terminar a trajetória com o vice-campeonato garantirá R$ 31,9 milhões nos cofres. Ser eliminado pelo Grêmio causaria um impacto considerável, já que o Flamengo perderia a possibilidade de lutar por mais R$ 56,5 milhões na competição nacional. A responsabilidade aumentou bastante também por conta do delicado panorama na Libertadores.

Eliminação seria golpe duro nos planos e deixaria Flamengo em xeque

Dono de um dos maiores investimentos do país e com uma folha superior a R$ 10 milhões por mês no futebol, o Flamengo sabe que precisa conquistar títulos expressivos. O objetivo não foi cumprido em 2017 e cobrou o seu preço. Diretoria e time estão ainda mais pressionados no momento em razão da situação na Libertadores. Cair para o Grêmio e terminar fora da competição sul-americana deixaria o clube apenas com o Campeonato Brasileiro pela frente. Só que com uma obrigação ainda maior de conquistá-lo na ótica da torcida.

Se a pressão é enorme por bons resultados, nos bastidores o panorama é o mesmo, principalmente por se tratar de um ano eleitoral e no qual o presidente Eduardo Bandeira de Mello busca fazer o seu sucessor, o vice de futebol Ricardo Lomba. Apenas os resultados não decidem o pleito, mas costumam ter poder para atrapalhá-lo e mudar determinados rumos.

"A pressão existe sempre. Eu, pelo menos, não tive nenhum jogo no qual entrei pensando que não poderia ganhar. É evidente que existe pressão externa e uma atmosfera que muda. Sabemos que é um jogo que não tem volta. É ônus e bônus de chegar em uma decisão. Muitas equipes queriam estar na nossa situação. Vamos encarar com a maior seriedade e equilíbrio", comentou o técnico Barbieri.

O Rubro-negro aposta na união com mais de 50 mil torcedores no estádio para superar os obstáculos e manter vivo o sonho do título.

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