Queda do Flamengo não é culpa do planejamento

O GLOBO: Por Diogo Dantas

Basta uma derrota com o time misto que as críticas se avolumam sobre o planejamento do Flamengo, que por mais um ano briga pelo título nas principais competições. Para quem não quiser analisar em cima de resultado, o sonoro 3 a 0 aplicado pelo Atlético-PR, fora de casa, entra na lista dos jogos chamados de "risco calculado". Que derrubou o rubro-negro carioca para a terceira posição no Brasileiro, é verdade, em atuação longe dos padrões que Barbieri conseguiu implementar à equipe. Mas a queda de produção não é culpa da gestão de elenco.

Em sete jogos pelo Brasileiro depois da Copa do Mundo, o aproveitamento é de apenas 47%, com três vitórias, um empate e três derrotas, duas com jogadores poupados. O que leva a crer que a estratégia não tem dado certo. É possível que com Diego e Réver, fora com risco de lesão, o resultado fosse diferente na Arena da Baixada. No entanto, mesmo com força máxima o Flamengo não tem apresentado seu melhor futebol.

Maurício Barbieri - Foto: Staff Images
E isso se deve principalmente à maratona de jogos entre as três competições e à falta de tempo para treinamento, em meio a viagens, que impedem um maior encaixe das novas peças da equipe. Não à toa Vitinho, contratado por dez milhões de euros, ainda não disse a que veio. Assim como o atacante Uribe, que substituiu Dourado, suspenso, e novamente foi mal. Isolado.

Em Curitiba, Barbieri optou por Arão no meio ao lado de Cuéllar, para não lançar Piris, o mais novato dos reforços. A equipe seguiu desprotegida e sem saída de bola, pressionada pela marcação alta do Atlético-PR. A defesa do Flamengo, formada pelos jovens Léo Duarte e Thuler, sucumbiu novamente em uma partida com equipe mista. Já havia levado quatro gols do Fluminense este ano. Contou, claro, com a falta de proteção e erros de marcação dos laterais e meias.

A falta de opções para manter o padrão é que deve preocupar o Flamengo. Na zaga, Réver tem sido poupado constantemente. Juan ainda se recupera de pancada contra o Grêmio e não vive bom momento. E Rhodolfo voltou a ser relacionado depois de se machucar, mas anda sem ritmo. Os jovens parecem ser mesmo a solução. Não só na defesa.

Se Uribe não se adaptou e Dourado sofre para participar mais dos jogos, o menino Lincoln tem poucos minutos em campo para se firmar. Ele, assim como outras peças, pagam a conta da falta de encaixe em meio ao revezamento entre as competições. O resultado é que o Flamengo se desconfigurou como time. Tanto que Diego, muitas vezes criticado, se tornou o símbolo dessa identidade tática. E sem ele em campo a equipe raramente apresenta o futebol que a caracterizou desde o começo do esquema com três meias e maior controle do jogo. Os outros dois, Paquetá e Everton Ribeiro, oscilam tecnica e fisicamente, mas são menos poupados que o camisa 10.

Tudo isso para dizer que o Flamengo sabia e se planejou para essa maratona. E Barbieri vai ter que encontrar uma solução mesmo sem tempo. O mês de agosto se aproxima do fim sem motivos para recordações. O ano, porém, ainda está longe de acabar. Há um turno inteiro pela frente no Brasileiro e a final da Copa do Brasil está por dois jogos contra o Corinthians. É cedo para fazer terra arrasada.

No entanto, mesmo com força máxima o Flamengo não tem apresentado seu melhor futebol.

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