Quem crê em título do Flamengo também acredita em Papai Noel

ROBERTO ASSAF: Difícil afirmar, para quem não estava no vestiário, se a preocupação era apenas a de cumprir tabela, sem a preocupação com o bom futebol, evitando correr demais, para suportar o compromisso de quarta, pela Libertadores. O fato é que o Flamengo jogou apenas o suficiente para evitar a derrota. O empate de 2 a 2 com o América, no Independência, representou o castigo merecido para quem prioriza a retranca e a lei do menor esforço. É óbvio também que com esse joguinho o time não dobra o Cruzeiro no Mineirão, mesmo que o Sargento Garcia, enfim, prenda o Zorro. Aliás, quem ainda vê a possibilidade do Flamengo conquistar título em 2018 também acredita em Papai Noel.

A exemplo do que havia ocorrido em Curitiba, quando tomou um baile do Atlético, e três gols em 20 minutos, o Flamengo começou dormindo, e Giovanni, livre e de frente para a baliza, concluiu por cima. Mas eis que aos 15, em jogada fortuita, Renê fez lançamento raro para Éverton Ribeiro completar de cabeça, abrindo o placar. Nada mudou. O América continuou melhor, trocando passes, cercando a área rubro-negra, e acabou igualando aos 22, com Rafael Moura, aproveitando passe de Aderlan. No entanto, sem muita explicação, o time de Minas preferiu recuar, para apostar em contra-ataques. A equipe carioca até próxima de marcar novamente, em duas bolas largadas na área, mas não o fez, e a partida ficou equilibrada. Aos 39, Vitinho bateu de longe e João Ricardo, atento, mandou para escanteio. Nada além. Logo, até o intervalo, um jogo sem graça, e de resultado ruim para ambos.

Cuéllar e Diego em América-MG x Flamengo - Foto: Mourão Panda
O América voltou com Marquinhos no lugar de Wesley, sinalizando que pretendia ampliar o poder ofensivo. E os dois times regressaram em ritmo mais lento. O torcedor que andou comendo muito no almoço, ou bebendo quatro ou cinco cervejas, deve ser desculpado, se cochilou no estádio. Em casa, diante da TV, então, nem se fala. Aos 12, Adilson Batista trocou o inútil Wseley por Robinho. Aos 15, na falta do mais o que fazer, Éverton Ribeiro levantou na área e cruzou os dedos. Lucas Paquetá resolveu justificar toda a badalação que há em torno de sua figura, e cabeceou para fazer 2 a 1.

Aos 19, quem dormiu foi defesa rubro-negra, que deixou ele, Robinho, escapar livre, até Cuellar agarrá-lo como se fosse um irmão, e receber o cartão vermelho. Barbiéri lançou Piris da Motta na vaga de Henrique Dourado – só assim foi possível notar que o centroavante estava em campo – e sacou Vitinho para colocar William Arão, convocando o Coelho a empatar a partida. E como o bichinho não mostrava competência pata tal – Matheusinho perdeu chance incrível aos 32 – o treinador substituiu Diego por Rhodolfo, formando o ferrolho dos sonhos de qualquer retranqueiro que se preza. Aos 41, Marquinhos cobrou falta, a bola bateu na trave, e Gérson Magrão apanhou o rebote, para meter dentro: 2 a 2. E o Paquetá ainda disse, após o jogo. “Não tem o que lamentar”. Ok. Aguardemos, pois, 2019.

E o Paquetá ainda disse, após o jogo. “Não tem o que lamentar”. Ok. Aguardemos, pois, 2019.


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