Se o Flamengo pode desapontar a torcida, imagina os rivais...

O GLOBO: Fernando Calazans

A rodada do Brasileirão, no último fim de semana, foi, infelizmente, bem representativa do futebol do Rio e em parte, também, do futebol nacional, que há alguns anos — e algumas Copas do Mundo — não anda lá essas coisas, ou pelo menos as coisas que foi no passado, como pentacampeão do mundo. Mas a última rodada foi mais específica mesmo em relação aos clubes do Rio.

Dos quatro grandes em ação, só um fez gol — um gol. Foi o Vasco, que, nem assim conseguiu vencer o penúltimo colocado da competição, o Ceará. Empatou em 1 a 1. O Fluminense empatou sem gol com o América Mineiro, e o desastre completo ficou por conta da dupla Flamengo e Botafogo, ambos levando surras de 3 a 0, de Atlético-PR e Atlético-MG, respectivamente.

Diego Alves e jogadores do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Apesar das muitas contratações — umas justificáveis, outras estapafúrdias, feitas para serenar o ânimo da torcida — e com quatro treinadores desde o ano passado, o Flamengo jamais conseguiu manter um padrão. A impressão é que as contratações são feitas sem que tenham qualquer relação com as necessidades do time e do treinador. E não se esqueçam de que o Flamengo é o único clube carioca com estabilidade financeira para ousar mais nos reforços.

Mas vejam só. Sua contratação mais cara e mais exaltada, Vitinho, parece ter sido feita para suprir a saída de Vinícius Júnior — só que as características de um e de outro são distintas, e até agora Vitinho não foi escalado para cumprir o que faz de melhor no campo. Está hesitando pelo lado esquerdo, quando sua preferência e sua praia são mais pela faixa central do campo. Este é apenas um exemplo. O padrão do time é tão inconstante, há anos, que, pouco depois de uma campanha elogiável, como a que antecedeu a Copa do Mundo, o time pode despencar como agora, levando três gols nos primeiros 20 minutos do jogo com o Atlético Paranaense. Este é o Flamengo. Imaginem os outros, que atravessam crises financeiras, a ponto de o presidente do Vasco, Alexandre Campello, temer por um colapso em setembro.

Fluminense e Botafogo podem não estar à beira de um colapso, mas também passam por crise financeira e se veem obrigados a se desfazer de seus talentos mais jovens — se é que os produzem. O Fluminense parece que sim. O exemplo mais nítido, mais promissor, mais consagrado, com não mais do que 21 anos, é o atacante Pedro — e já há uma corrente no clube que dá a sua saída como inevitável. Não se vê mesmo outro lugar para ele, a não ser naturalmente a seleção brasileira, para a qual já está convocado.

Pedro é, a meu ver, a mais sólida promessa do futebol brasileiro, entre as que ainda estão por aqui, e até mesmo entre a maioria que já se encontra lá fora. Em primeiro lugar, porque foge ao padrão dos nossos centroavantes dos últimos tempos, esses que ficam praticamente estáticos na área, à espera de um presente dos companheiros para tocar a bola no gol. Pedro se movimenta pelo ataque, participa da criação, dá passes para os companheiros também. Por causa dos “estáticos” de que falei, os brasileiros passamos a chamar o tipo oposto, de Pedro por exemplo, de “falso 9”. Não é bem assim. Pedro é o “verdadeiro 9”, que também sabe passar e driblar, não apenas tocar para o gol. Vai fazer bem ao futebol brasileiro.

Imaginem os outros, que atravessam crises financeiras, a ponto de o presidente do Vasco, Alexandre Campello, temer por um colapso em setembro.



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