Seleção antipática

JUCA KFOURI: O ótimo desempenho da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa da Rússia reaqueceu de alguma maneira as relações do torcedor com o time.

A ponto de a eliminação não ter causado grandes traumas, entendida como uma derrota normal num belo jogo contra a Bélgica.

Em vez de acarinhar o restabelecimento do vínculo, a CBF, por não respeitar as datas Fifa e dar sequência aos seus torneios, chuta o traseiro da torcida (para não usar expressão chula) e tira das semifinais da Copa do Brasil, e mesmo do Campeonato Brasileiro, jogadores imprescindíveis aos clubes com aspiração de serem campeões.

Lucas Paquetá e Felipe Vizeu na Seleção - Foto: Kin Saito
Lucas Paquetá, que faz a diferença no meio de campo do Flamengo, Dedé, que comanda a zaga do Cruzeiro, e Fagner, um dos mais experientes defensores do Corinthians, não poderão jogar na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil, dia 12 de setembro, porque a seleção enfrentará El Salvador (!) na véspera, nos Estados Unidos.

Prejuízo injustificável e que, além do mais, obriga Tite a escalá-los, sob pena de aumentar o acinte.

Além do mais, Dedé terá 34 anos na próxima Copa do Mundo, prevista para o Qatar e embora esteja mesmo jogando muito, não parece com renovação alguma, além de Fagner, que está longe de ser solução para a lateral-direita, ao contrário de Militão.

Mas não fica por aí: o Grêmio não terá Everton, seu melhor atacante, num Gre-Nal no Beira-Rio, no dia 9 de setembro, um domingo.

Isso para não mencionar o pecado, do qual não se pode acusar Tite, apenas a CBF, dos inúmeros jogadores estrangeiros que desfalcarão seus times --- casos de Kannemann, Borja, Romero, Cuéllar, tantos.

A Casa Bandida do Futebol joga contra seus próprios campeonatos porque quer mais que os clubes se explodam (para não usar outra expressão chula) e só pensa em sua grife de camisa amarela, de costas para o sentimento popular, coisa para qual também os patrocinadores dela deveriam atentar, tamanha a antipatia que tais convocações despertam -- basta andar pelas ruas, conversar nos botequins ou acessar as redes antissociais e constatar.

Alguém dirá que os clubes podem se negar a ceder os jogadores ou que eles mesmos podem recusar.

Como achar que um clube matará o sonho de seu atleta? Como esperar que o craque se suicide?

Querer que Dedé, depois de tudo que passou, diga não, ou um menino como Paquetá faça isso, é exigir heroísmo com o pescoço alheio, para não falar de Fagner que deve presentear o fã de seu futebol no Dia das Mães. Porque se numa emergência já foi dose levá-lo para a Copa, agora é que faz menos sentido ainda.

Claro, a solução não é negar a convocação, é recusar o calendário, é exigir o respeito à data FIFA.

Mas quem aceitou o "Golpe Caboclo", com o rabo entre as pernas, aceita qualquer coisa, até o aumento do peso dos votos das federações estaduais e a recusa da CBF em exigir ressarcimento da tunga feita pelo trio TMN, Teixeira$Marin$Nero.

Estamos novamente diante de uma situação tão sem sentido que o constrangimento para justificar o injustificável leva uma pessoa como Tite a chamar substantivo de adjetivo e o bizarro coronel Nunes de doutor.

QUARTETO DENTRO

Quando aqui se pretendia apenas falar das semifinais da Copa do Brasil e da classificação de quatro clubes brasileiros (Atlético-PR, Bahia, Botafogo e Fluminense) para as oitavas de final da Copa Sul-Americana, eis que a convocação/provocação aborta qualquer boa intenção.

Lucas Paquetá, que faz a diferença no meio de campo do Flamengo, Dedé, que comanda a zaga do Cruzeiro.



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