Times brasileiros continuam derrapando. Flamengo é exceção

FUTEBOL INTERIOR: Depois de um período de empolgação e gigante aumento no faturamentos dos clubes brasileiros, a conta, sempre ela, voltou a chegar. E agora com os números também inflados. Não importa que Corinthians, Vasco, Fluminense, Botafogo, Internacional, Santos e muitos outros clubes tenham aumentado e muito suas fontes de renda nos últimos 10 anos; eles continuam gastando mal, se endividando e vendendo o almoço para pagar o jantar.

Dá para precisar quando a situação dos clubes brasileiros poderia ter virado para melhor, mas isso não aconteceu. Com os bons números da economia brasileira na virada da década passada para atual, era óbvio que o poder aquisitivo do torcedor também se tornaria maior, podendo gastar mais com ingressos, programas de sócio e produtos oficiais.

O Corinthians foi um dos times que melhor soube aproveitar esse momento, usando Ronaldo como protagonista e sua enorme torcida como fonte de dinheiro.

Foto: Gilvan de Souza
Empresas também começaram a desembolsar mais para estampar suas marcas nos uniformes, que muitas vezes se tornaram quadros de anúncios, e os direitos de televisão aumentaram exponencialmente. A Timemania, loteria federal voltada para ajudar os clubes, também trouxe mais uma renda para os balanços.

A loteria, que tem 10 anos, teve seu recorde em arrecadação em 2017 e o Corinthians, segundo colocado na lista de times, atrás do Flamengo, levou R$ 3 milhões. Não é tanto dinheiro, mas é uma renda que caiu do céu, ou melhor, de sua torcida sempre presente.

Mas mesmo com o dinheiro vindo de todos os lados, os clubes pouco pensaram em planejamento financeiro e no pagamento de dívidas. Os salários aumentaram, os times começaram a pagar cifras milionárias e até trazer jogadores que tinham mercado na Europa ou então não viriam para o Brasil em outros momentos.

Seedorf chegou no Botafogo com um salário de 700 mil reais. O Corinthians contratou Alexandre Pato, atacante do Milan, por 15 milhões de euros. O Internacional também começou a pagar folhas salariais astronômicas buscando títulos. O Santos contratou Leandro Damião por 41 milhões de reais, amparado em dinheiro de investidores que obviamente teriam que ser pagos uma hora.

Só que veio a crise econômica. O patrocínio máster nos uniformes se tornou um vazio para muitas equipes. As fontes de rendas continuaram entrando. Os direitos televisivos continuam sendo a principal entrada, apesar da desigualdade criada pelo fim do clube dos 13 e a volta das negociações individuais. Porém os programas de sócios em diversos clubes são intermitentes ou não são bem explorados. Os estádios não enchem tanto quanto deveriam.

E o principal: os times continuam gastando muito mais do que podem e fechando balanços no vermelho.

O Corinthians é o caso mais absurdo de todos. A Fiel Torcida faz sua parte indo ao estádio, só que o time entrou na megalomania da economia brasileira da forma mais absurda, construindo o seu estádio para sediar a Copa, mas sem ter verdadeiros meios para pagá-lo. Os naming rights, prometidos pelo de novo presidente Andres Sanchez não foram vendidos. E o time sangra seus cofres todo mês, inclusive vendendo seus jogadores de forma atabalhoada, por preços irrisórios.

O dinheiro começou a fluir de todo o lado, mas os dirigentes criaram formas de fazer ele também escoar para todos os lados. As duas exceções, Palmeiras e Flamengo, tiveram formas diferentes de estancar a sangria.

Se o Corinthians fez seu estádio sem ter como pagar, o Palmeiras deixou os custos com a WTorre, precisando ceder no controle da arena. Mas isso não faz tanta diferença, além de mandar alguns jogos no Pacaembu, e as contas são equilibradas. O time ainda teve a ajuda de seu presidente, Paulo Nobre, nos piores momentos, e conseguiu estabelecer uma parceria com a Crefisa que nenhum outro clube tem. Será interessante ver a vida do Palmeiras sem a Crefisa, mas o time parece estruturado para se aguentar já que seu estádio está sempre cheio de torcedores.

O Flamengo também conseguiu modernizar sua gestão e mesmo sem grandes resultados em campo, não dá para negar que as contas estão equilibradas. É um absurdo um clube com milhões de torcedores não conseguir se sustentar dessa paixão. Pena que muitos dirigentes conseguem essa proeza.

O Corinthians foi um dos que melhor soube aproveitar esse momento, usando Ronaldo como protagonista e sua enorme torcida como fonte de dinheiro.



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