Torcedor precisa aprender expressões do 'futebolês Nutella'

FOLHA DE SÃO PAULO: Por Tostão

São Paulo, Inter, Flamengo, Grêmio, Atlético-MG e Palmeiras são os candidatos ao título. São Paulo e Inter, além de serem os primeiros colocados, levam a vantagem de só atuarem no Brasileiro, assim como o Atlético-MG.

São Paulo e Inter são dois times parecidos, pela ótima marcação, sem abdicar de chegar à frente com vários jogadores. São defensivos e ofensivos. Seguem o modelo mundial.

Com o fortalecimento do coletivo, vários jogadores modestos cresceram individualmente.

A chegada de Guerrero ao Internacional tem grandes chances de dar errado, pelo custo benefício e por ele, um bom centroavante, ser excessivamente valorizado.

Mas, se o time evoluir e for campeão, será uma contratação histórica.

Foto: Gilvan de Souza
O Flamengo é um time diferente, por ter mais a posse de bola no campo adversário, trocar mais passes e atuar com apenas um volante.

A irregularidade da equipe é muito mais pela ousadia, sem ter talento para tanto, do que por cansaço, ao escalar a maioria dos titulares nas três competições.

Mesmo os grandes times precisam saber, em alguns momentos, defender primeiro, com mais segurança, para, depois, tentar ganhar o jogo. Vitinho ainda não fez o que sabe fazer melhor, finalizar com força e precisão.

O Atlético-MG é o melhor ataque e a terceira pior defesa. Se juntassem a defesa do Atlético-MG com o ataque do Cruzeiro no Brasileiro, o time cairia para a segunda divisão.

Quando vi, por duas vezes, Chará jogar pela Colômbia, nas eliminatórias, não entendi como um jogador apenas razoável, corredor, pudesse atuar na seleção.

Ele não foi à Copa do Mundo disputada na Rússia. No Atlético-MG, é um dos destaques. É um bom exemplo da pouca qualidade do futebol que se joga no Brasil.

O Palmeiras, com Felipão, melhorou a defesa, sem fragilizar o ataque. A presença do técnico, com seu jeito e sua história, fortalece o time emocionalmente, pelo menos no início. Por isso e pela qualidade do elenco, o Palmeiras é candidato aos três títulos, o que seria também com Roger. O time, com Felipão, ainda não teve uma vitória expressiva, contra um forte adversário.

Na coluna anterior, escrevi que muitos dos grandes times do mundo atuam com uma dupla de atacantes. Esqueci-me de citar o Atlético de Madrid, com Griezmann e Diego Costa. Lucas Moura, pelo Tottenham, no último jogo pelo Campeonato Inglês, atuou pelo meio, ao lado do centroavante Kane.

O Manchester City, na vitória por 6 a 1 no último fim de semana, jogou com Agüero e Gabriel Jesus, além de três zagueiros.

Diferentemente dos outros treinadores, como vimos na Copa, que escalavam os três zagueiros para formar uma linha de cinco, com o recuo dos dois alas, Guardiola escala os três zagueiros para o time ficar mais ofensivo, ao trocar um dos quatro de trás por mais um atacante. Coloca três na defesa e sete no ataque.

As variações táticas são grandes. Muitos torcedores não querem apenas torcer. Querem também entender os números, os sistemas táticos, as estratégias, o posicionamento e as movimentações dos jogadores.

Além disso, têm de aprender o "futebolês moderno", Nutella, como “atacar a bola”, “atacar o espaço”, “jogo apoiado”, “propor o jogo”, “futebol reativo”, “atuar entre linhas”, “quebrar as linhas”, “marcação alta”, “marcação baixa”, “pisar na área”, “último terço” e tantas outras expressões.

Não é fácil. E ainda tem o titês.

O Flamengo é um time diferente, por ter mais a posse de bola no campo adversário, trocar mais passes e atuar com apenas um volante.

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