Um olho no Coelho e o outro na Raposa

FALANDO DE FLAMENGO: Por Sorín

É… Eu não queria ter falado… Mas bem (ou mal) comentei no Prezão que o jogo de hoje seria mais complicado que o anterior. Bastando olhar os desempenhos recentes de Vitória e América no campeonato pra perceber isso.

Pra piorar, Nosso Flamengo entrou em campo naquela sonolência burocrática de quem cumpre uma obrigação chata no trabalho antes de encarar uma atividade mais interessante. O estádio era o Independência e o adversário era verde, mas pode ser que o Flamengo tenha tropeçado mentalmente no Mineirão e contra um rival azul.

Everton Ribeiro, do Flamengo, contra o América-MG - Foto: Pedro Vilela/Getty Images
Sair na frente no placar até que foi merecido. Mais pela nossa qualidade que pelo desempenho na partida. E como o gol do Rafael Moura já era praticamente certo desde antes da bola rolar, o América ter arrancado o empate também não foi nada fora do roteiro.

Daí o Flamengo voltou com um cadinho mais de La Intensidad do vestiário. Um pouco de lógica, que nem sempre entra em campo no futebol, se fez presente e marcamos outra vez, comandados pelo Everton Ribeiro, que fez mais uma partidaça. E não é que tudo virou uma confusão a partir daí?

Cuéllar trocou (achei correto) um potencial gol por uma expulsão. O que tava errado no lance era estarmos tão expostos no lance e com todo mundo se mandando pra cima dos caras em cobrança de escanteio. A vantagem era nossa e nada justifica essa falta de organização. Sem contar a perda de bola do Vitinho (acontece), que facilitou o contragolpe do América.

Com um a menos… Passamos a oferecer mais perigo. Só não “perigamos” mais porque o tal hábito de perder chances de gol uma atrás da outra pintou outra vez.

Jogando melhor… Levando perigo… Daí acho que nem mesmo o Barbieri tava botando fé na nossa capacidade de estufar as redes adversárias. Resolveu meter um 9-0-0 pra ver se dava pra segurar os três pontos enquanto o tempo corria.

O América não oferecia muito perigo, mas ao ver aquele 9-0-0 maroto e, com a segurança de quem ocupa posição confortável na tabela, dados os modestos objetivos na competição, pensou…”Ih… Então bora lá tentar alguma coisa e ver o que acontece”.

Deu no que deu. Mesmo terminando o jogo com 37 zagueiros pra segurar e 18 volantes pra fazer a contenção… Ninguém tava por ali na hora de despachar pra longe o rebote após a bola beijar  a trave na cobrança de falta dos caras. Mais dois pontos que ficam pelo caminho.

Rodada ótima para o São Paulo. Passou no aperto pelo Ceará, mas passou. De brinde, viu quem estava perto e até quem estava só mais ou menos perto perdendo pontos.

Acabou? De jeito nenhum. Plenas condições ainda. Tem muito campeonato pra rolar até dezembro. Desde que o Flamengo jogue o Brasileirão pensando no Brasileirão.

Mesmo que a missão seja complicada na quarta, mais difícil é entrar em campo no próximo domingo contra o Ceará… Pensando no Corinthians, no Cruzeiro, ou sei lá em mais quem.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

Tem muito campeonato pra rolar até dezembro. Desde que o Flamengo jogue o Brasileirão pensando no Brasileirão.

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