Vá com Deus, Guerrero! Seja bem-vindo, Victor Gabriel

RENATO MAURÍCIO PRADO: Ao que tudo indica, chegou ao fim o ciclo de Paolo Guerrero no Flamengo. Não dá pra dizer que foi uma época gloriosa. Longe disso. Em três temporadas, ganhou apenas um título do carioquinha o que, convenhamos, não é nada para um reforço contratado a peso de ouro e que chegou à Gávea como salvador da pátria e fama de goleador implacável. Com a camisa rubro-negra, não foi uma coisa, nem outra. Em 115 jogos, marcou apenas 43 gols. Nenhum decisivo ou especialmente importante.

Guerrero ainda é um bom jogador – chegou a ser ótimo, quando mais novo. Por isso, o defendi durante tanto tempo. Não marca muitos gols, é verdade, mas sabe cobrar faltas muito bem, dá ótimos passes e atua como pivô, prendendo seus marcadores e abrindo espaços para os que chegam de trás. Após três anos, contudo, é forçoso reconhecer que seu custo-benefício com a camisa rubro-negra decepcionou. Ainda mais quando se lembra das repetidas ausências por cartões amarelos, convocações para jogar pela seleção peruana, contusões e, por fim, a longa suspensão por doping, até hoje não resolvida.

Guerrero está de saída do Flamengo - Foto: Divulgação
Tecnicamente, o peruano é superior a Henrique Dourado e Fernando Uribe e, ao menos por enquanto, sua experiência ainda o coloca em um patamar superior ao do jovem e promissor Lincoln. Mas, aos 34 anos, seu “pacote” não vale a pena. Até porque beiram a insanidade as exigências que fez para renovar – um contrato de três temporadas, com o clube ainda sendo obrigado a pagar os salários relativos ao tempo em que esteve suspenso. Só um louco aceitaria tais condições. Inviáveis, sob qualquer ponto de vista.

A melhor coisa que o Flamengo pode fazer agora é despedir-se dignamente de Guerrero, dando-lhe um tapa de luva de pelica pela atitude, no mínimo suspeita, de alegar uma contusão, para não completar o sétimo jogo no Brasileiro, o que o impediria de se transferir para outro clube daqui.

É hora de abrir espaço para outra valiosa joia de suas categorias de base: o artilheiro Victor Gabriel, mais um representante da talentosa geração rubro-negra nascida em 2000, como Vinícius Jr. O garoto tem uma raça impressionante e faz gol de tudo quanto é jeito – foi o artilheiro e um dos principais destaques no título da última Copinha levantada pelo Fla. Para muita gente boa, ele tem até mais futuro que Lincoln.

Assim sendo, vá com Deus, Guerrero! E seja bem-vindo, Victor Gabriel.

A melhor coisa que o Flamengo pode fazer agora é despedir-se dignamente de Guerrero, dando-lhe um tapa de luva de pelica pela atitude.


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