Bandeira fala de campanha e minimiza ausência no Flamengo

GLOBO ESPORTE: Com agenda intensa na campanha a deputado federal, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, estava fora do Rio de Janeiro na última segunda-feira. Não participou da reunião do Conselho Gestor na Gávea. Foi a Nova Friburgo e Sumidouro, na Região Serrana do estado, fez corpo a corpo com eleitores e ignorou a pressão para mudanças no comando técnico do Flamengo.

Foram mais de 10 cidades visitadas desde o início do mês – da vizinha Niterói até São Francisco de Itabapoana, a quase 400 km de distância (mais de cinco horas de estrada), no limite da divisa com o Espírito Santo. A rotina de candidato é de muito pé na estrada, com entrevistas e participações em eventos da presidenciável Marina Silva. No mês de setembro e contando com a agenda dessa quarta-feira, em que o candidato esteve em São Fidélis, no Norte Fluminense, em 19 dias são 14 de atividades de campanha partidária.

Foto: Divulgação
A intensa agenda leva a um questionamento natural: há tempo de se dedicar ao dia a dia do Flamengo na reta final de dois mandatos, em momento de crise no futebol e cobrança crescente das arquibancadas às redes sociais? Em entrevista ao GloboEsporte.com em março deste ano, Bandeira dizia que qualquer atividade política que tivesse “não lhe tiraria um segundo da dedicação ao Flamengo”. Relembre esta entrevista aqui.

Sem vice-presidente de finanças desde a saída de Claudio Pracownik há mais de dois meses, Bandeira é quem assina ordens de pagamento e outras responsabilidades da pasta. Ele garante que, mesmo com todas atividades, não deixa de se dedicar ao Flamengo “em momento algum”.

Confira a entrevista com o presidente do Flamengo:

Há um questionamento de sócios sobre suposta infração do estatuto da sua campanha a deputado federal. Você já se defendeu neste caso?

Sei que houve esse questionamento, mas o Conselho Deliberativo está analisando. O que posso dizer é que quem não deve não teme. Estou totalmente tranquilo em relação a isso.

Mas numa das propagandas políticas você cita o Flamengo.

Não sou proibido de citar o nome, o substantivo próprio Flamengo. Usar o Flamengo (para minha campanha) é que não posso. E não uso. O Flamengo faz parte do meu currículo assim como o BNDES, entre as coisas que fiz nos últimos anos. Não posso usar o Flamengo, me aproveitar disso, dizer “vote no presidente do Flamengo”, usando bandeira, símbolo, atleta, instalações do clube, como fui acusado de fazer. Os fiscais foram lá e não encontraram nada. Isso daí não vai acontecer. Citar que sou presidente do Flamengo não tem problema nenhum.

É possível manter a dedicação ao Flamengo com toda essa agenda pelo interior do Rio?

Não vou deixar de me dedicar ao Flamengo em momento algum. Tudo que estou fazendo estava programado. O que está acontecendo é que estou 150% do tempo trabalhando.

Às segundas tem reunião do Conselho Gestor, na Gávea, que você não estava.

Nem sempre tem. A reunião originária do Conselho era de 15 em 15 dias. Mas nem sempre tem e eu nem sempre vou, às vezes por outros motivos. Às vezes estou em Brasília, tenho outro compromisso. Mas não aconteceu nada que precisasse da minha presença.

Mas não era um dia que poderia se reunir com o Lomba, com Barbieri, para discutir o time, possível mudanças no departamento de futebol?

Estou sempre em contato com eles (do departamento de futebol). Nem sempre de maneira presencial. Dormi fora do Rio segunda e terça. Já aconteceu de não ir a reunião por outras razões também. Em seis anos de Flamengo nunca tirei férias. Tirei quatro dias em 2014 quando Wallim (Vasconcelos, ex-vice de futebol) abandonou o barco e fiquei atendendo vocês (jornalistas) viajando, para ver a minha neta que tinha nascido e ainda não tinha visto. Depois, em janeiro de 2016, tirei cinco dias com a família. Isso em seis anos.

Nos últimos tempos, as reações nas redes sociais são de críticas e ofensas contra você. Até no perfil da sua campanha tem sido muito comum. Como vê essas críticas, ofensas aumentarem para cima de você neste final de mandato?

Sempre fui (ofendido), principalmente em ano eleitoral. Tem os robôs de internet. Essas coisas são muito comuns. Aconteceu em 2015. Está acontecendo de novo. Isso acontece. De vez em quando alguém vai me ofender no aeroporto. São as mesmas pessoas e a gente sabe como foram parar ali. É por causa da eleição do Flamengo.

Você não esteve na coletiva de imprensa do Lomba. Vai participar da campanha dele à presidência, pedir voto nessa eleição do Flamengo?

Só não participei por que estava em compromisso particular. Não preciso estar presente para saberem que apoio o Lomba. Eu que o lancei como candidato. Só falta dizerem que não o apoio. E é claro que pretendo participar da campanha.

Lomba disse que você não vai participar da gestão a partir de 2019. É algo definido?

Não vou participar por que meu mandato termina. Sempre falei que presidente quando sai deve se recolher e ajudar somente quando for necessário e for acionado para isso. Não deve ser vice-presidente, presidente de Conselho, nada disso. É questão de postura, de dar liberdade para quem está lá agir livremente, sem sombras.

Bandeira dizia que qualquer atividade política que tivesse “não lhe tiraria um segundo da dedicação ao Flamengo”. Relembre esta entrevista aqui.


Postar um comentário

[facebook]

FlamengoResenha

{facebook#https://www.facebook.com/FlamengoSouRubroNegro} {twitter#https://twitter.com/FlamengoResenha} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/107993712547525207446} {youtube#https://www.youtube.com/channel/UCiHkjDj2ljgIbiv_zUvdG6g/videos}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget