CBF não respeita o Flamengo de Eduardo Bandeira

GILMAR FERREIRA: Compreendo que a partida semifinal de um torneio nacional envolvendo dois gigantes do futebol brasileiro seja mesmo temperada com provocações, e "disputada" também pelos cartolas nos bastidores.

Ainda mais quando está em jogo, alem do título, um prêmio de R$ 50 milhões pago ao campeão.

É do jogo, e faz parte do espetáculo no mundo todo.

Mas os bastidores deste primeiro duelo entre Flamengo e Corinthians, no Maracanã, me parece ter um pouco mais do que o simples desejo de medir forças pelo troféu ou de mostrar quem é o maior clube do país.

Foto: Reprodução
Eduardo Bandeira de Melo, candidato a deputado federal pelo Rede, e Andrés Sanchez, deputado federal com mandato pelo PT, respectivamente, presidentes de Flamengo e Corinthians, são os mesmos que recentemente se alinharam na luta contra a eleição antecipada de Rogério Caboclo à presidência da CBF.

E que, juntos, rodaram por Brasília capitaneando um grupo de cartolas que se reuniu com políticos da bancada da bola atrás de apoio à intenção de descentralizar o poder do futebol brasileiro.

Ou seja: devem se conhecer muito bem.

Se conhecem tanto que foram também à sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai, em busca de apoio à tentativa de fazer com que os clubes do país recebessem diretamente, sem a intermediação da CBF, o dinheiro relativo a prêmios e direitos por participações nos torneios da entidade sul-americana.

O que Bandeira talvez não saiba é que Andrés fez ruir o finado Clube dos 13, unindo-se a Ricardo Teixeira.

Fez de tudo em busca de um protagonismo que não passou do brilho efêmero no cargo de diretor de futebol da entidade e de uma cadeira no Congresso.

Se conhecesse um pouco mais a astúcia do dirigente paulista, Bandeira teria um pé atrás na hora de estabelecer alianças.

Principalmente, tendo ele, na presidência do Flamengo, um incômodo histórico de ações contrárias aos interesses da CBF.

Liderou o esboço da criação de uma Liga nacional, vetou a participação de Vinícius Júnior no Mundial Sub 17, negou a liberação de jogadores para torneios preparatórios do sul-americano sub 20 - fora os movimentos em parceria com o próprio Andrés.

Não duvido, portanto, que a CBF esteja acenando para o Flamengo como quem diz que com Bandeira não vai jogo...

Principalmente, tendo ele, na presidência do Flamengo, um incômodo histórico de ações contrárias aos interesses da CBF.

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