Esse time do Flamengo não deu certo, é hora de reformulação

O GLOBO: Classifica-se como "incompatibilidade de gênios" aquele relacionamento no qual as partes não conseguem viver entre si. Por mais que o elenco do Flamengo não tenha rachas, discussões ou brigas internas, o casamento atual de jogadores se mostra uma fórmula esgotada, sobretudo após mais uma eliminação de competição mata-mata. A sensação é, mesmo se espremer, não sai suco.

Entra técnico e sai técnico, os equívocos são similares. A personalidade do time não muda. A torcida sente falta de mais organização, eficácia ofensiva e uma dose de dedicação que se mostre explicitamente nas horas decisivas. Os adversários sempre se entregam mais, mostram mais concentração e erram menos. Por isso, as frustrações nas competições - principalmente no mata-mata - ficam empilhadas na porta do clube.

Time do Flamengo no Itaquerão - Foto: Gilvan de Souza
Márcio Araújo, Muralha, Gabriel, só para citar alguns "protegidos", estão no passado. Hoje, individualmente, há, sim, nomes de qualidade do no Flamengo. Everton Ribeiro, Paquetá, Cuéllar, Réver, Diego já apareceram, com justiça, em listas de convocados de seleções. Mas o cenário é de peças que não se encaixam. Voltando à metáfora do relacionamento, às vezes os envolvidos são bonitos, bem sucedidos e de boa índole. Mas a relação não "dá match".

Muda-se o esquema, testa-se alternativas. Tira um, bota outro. Três, quatro opções no ataque. Mais três, quatro nomes na ponta esquerda. Joga Paquetá para lá, joga Diego para cá... Entram Vitinho, Marlos... E nada.

Aquele desempenho pré-Copa do Mundo, sob a batuta do mesmo Mauricio Barbieri, sumiu. Esfarelou-se até a certeza da criação de uma base para médio e longo prazo. Em 2018, o último grande jogo foi contra o Grêmio. Depois, em que pese o loucura do calendário, aquele Flamengo, já sem Vinicius Júnior, virou fumaça. Em Porto Alegre, veio um encaixe que hoje até parece acidental.

O Flamengo tem três meias e nenhum deles consegue abastecer o centroavante - seja lá quem esteja na posição. O Flamengo perdeu o endereço do gol adversário. Ao fim das contas, o discurso se repete: "Faltou eficiência, estamos decepcionados, precisamos evoluir". Um time que propõe o jogo, mas tem uma dificuldade tremenda em fazer gols. Pelo caminho ficam Copas do Brasil, Libertadores, Sul-Americanas, Brasileiros... É um eterno "time do ano que vem". Um futuro que jamais se concretiza no presente. A confiança sucumbe.

Obviamente há a parcela de responsabilidade do técnico. Mas há algo errado além do banco de reservas. A conta transcende o vestiário e cai nas decisões que nortearam a montagem do time. Há uma letargia que assusta. Afinal, a gestão envolve a capacidade de colocar as pessoas certas nos lugares certos. E nisso, os resultados mostram, o Flamengo segue errando.

Com 2018 e a gestão Bandeira de Mello perto do fim, ainda resta o Brasileirão como meta. Fica a expectativa de ver um desfecho, no mínimo, com brios desse time. Eles treinam em local com boa estrutura, são amigos, recebem em dia... Mas há coisas que o dinheiro não compra.

Márcio Araújo, Muralha, Gabriel, só para citar alguns "protegidos", estão no passado.

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